quinta-feira, 3 de julho de 2008

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - DE 1837 AOS DIAS ATUAIS


Nasceu em Ouro Preto e veio para Uberaba, em 1815, permanecendo, até 1855, no cargo de Vigário. Tio e educador dos escritores Bernardo Guimarães e Manuel Joaquim da Silva Guimarães, atribui-se a ele o fato de ser o primeiro a escrever e publicar poemas na região. Primeiro vigário de Uberaba, provavelmente foi também o primeiro historiador da cidade, mas seus registros – de próprio punho – não existem mais. Era irmão do Coronel Carlos José da Silva, conhecido político do partido Conservador. Por alvará de Dom João VI e, como vigário encomendado até 1825 e vigário colado, até 1855, administrou a Igreja construída por requerimento do sargento-mor Antônio Eustáquio de Oliveira e Silva.
Durante sua gestão, as relações comerciais entre Uberaba, a corte (Rio de Janeiro), o Porto de Santos e as regiões de Goiás e Mato Grosso foram implementadas a partir da redução da distância entre Uberaba e Franca, por meio da abertura de um novo caminho em direção ao Estado de São Paulo, partindo do Porto de Ponte Alta e atravessando o Rio Grande. Em seu mandato foram inauguradas a Igreja do Rosário (1842), a primeira escola pública feminina de ensino primário (1853) e a Igreja Santa Rita (1854).
Trecho de um soneto de sua autoria:

"Ou cedo, ou tarde cumpre que o vivente,
O seu tributo pague à natureza:
Existe o homem, qual a tocha acesa,
Que apaga ao leve sopro, de repente..."

Poema completo na Revista Convergência. nº 11. 1981.

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