terça-feira, 9 de setembro de 2008

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS


Último governo de Uberaba no regime Imperial[1].
Com o aumento rápido da população da cidade, incrementou-se a construção civil. A principal preocupação da Câmara dos Vereadores dessa época era evitar a construção de residências sobre as nascentes de água que abasteciam a população, ou em ruas de passagem para boiadeiros e tropas rumo a outros estados. A Câmara consegue autorização do Governo Provincial para que os presidiários trabalhassem na reforma e construção das ruas da cidade.
Durante sua gestão:
- foram inaugurados a Estação da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro e o telégrafo.
- o touro Lontra, exemplar zebuíno, foi trazido a Uberaba.
- o Paço Municipal foi reconstruído, a Câmara emancipou São Pedro de Uberabinha (Uberlândia), a Rua do Comércio, hoje Artur Machado, foi estendida, até o local onde seria construída a Estação da Mogiana. (1888)
- a escravatura foi abolida e o governo municipal exigiu que os fazendeiros cumprissem a lei.
- a Rua do Comércio teve seu nome mudado para Barão de Ataliba (diretor da Companhia Mogiana), inaugurou-se a Estação da Estrada de Ferro, em festa organizada pelo vereador Gabriel Junqueira. (1889).
No dia 20 de novembro de 1889, a cidade é informada sobre a Proclamação da República. Em comunicado à população, a Câmara anunciou o acontecimento: “...A 15 do corrente foi declarada a Proclamação na capital do Brazil a República Federativa Brasileira...” (Atas da Câmara – volume 3). Na ocasião, o presidente da Casa exortou aos políticos uberabenses das diversas facções – monarquistas ou republicanos – a evitarem as trocas de acusações e desentendimentos relacionados ao tema, evitando que o fato acentuasse o conflito já existente.

[1] No início da República, a oligarquia agrária dominava e o comando político era dividido, de maneira não muito clara, entre os Agentes Executivos e os Presidentes das Câmaras. Havia opressão aos eleitores e as eleições eram fraudulentas.

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