sexta-feira, 27 de novembro de 2009

LEITURAS INTERESSANTES

As Raparigas da Rua de Baixo





Reynaldo Domingos Ferreira, nascido em Uberaba, é jornalista, advogado, escritor e, entre suas muitas atividades, liderou um grupo de teatro, participou do movimento estudantil, trabalhou nos jornais Estado de SP e Folha de SP e na revista Veja. Mora em Brasília e visita frequentemente o Arquivo Público de Uberaba, onde pesquisa sobre fatos reais para se inspirar e escrever romances.

A obra em destaque conta a história de sua infância em Campo Florido, onde seu pai, Trajano, foi aprovado em concurso da Coletoria Estadual. Nessa cidade, havia a Rua de Baixo, com dois prostíbulos e as raparigas eram... tidas como sérias ameaças à mesmice... das pessoas do local. Na p. 167 há referência a ida da D. Lucília Rosa até sua casa e as questões que surgiram sobre o comunismo, em época de eleições.

O livro situa também Uberaba: [...] houve um tempo [...] em que passávamos a ir de forma mais amiúde a Uberaba, também chamada, na época “terra madrasta”, a cidade, porém, dos meus sonhos, com destaque para o Alto do Fabrício e a Igreja Santa Teresinha, ...simples, pintada de rosa...

Entre as duas cidades, o autor relata fatos e relaciona pessoas que fazem parte da história dessas localidades.


Outras obras do autor, do acervo do APU:

Elegia ao Chapéu (1984)
Dona Bárbara (1986)
A mulher de Lote (2006)
As raparigas da Rua de Baixo II (2008)


terça-feira, 17 de novembro de 2009

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Uma equipe do Arquivo Púbico de Uberaba, coordenada pelo pesquisador e responsável pelo acervo fotográfico, João Eurípedes de Araújo, produziu, entre 2006 e 2009, o Catálogo para Estudo da Escravidão em Uberaba (1815 – 1888).


O Catálogo – que relaciona cartas de alforria, inventários, certidões de casamento e batismo, contrato de compra e venda, processos criminais e outros documentos, todos referentes à escravidão – foi elaborado exclusivamente a partir de registros que se encontram sob guarda do APU e representa um avanço, uma colaboração preciosa e indispensável para aqueles que se dedicam a esse “encontro do mundo dos vivos com o mundo dos mortos”, e também para aqueles que estudam a temática, buscando a reconstrução da história escravista. Além disso, contribuirá para uma melhor compreensão das relações do passado e do presente, considerando dois importantes acontecimentos: a indicação, no calendário brasileiro, do dia 20 de novembro como “O Dia Nacional da Consciência Negra” e a promulgação da Lei 10.639, que inclui, no ensino fundamental, o estudo da cultura afro-brasileira.

A pesquisa participou do Edital/2009 do Fundo Estadual de Cultura (FEC) e mesmo sem ter sido publicada, propiciou à equipe do APU, convites para a participação em programas de TV e Universidades (UFTM e UFU).

De acordo com José Sérgio Fonseca de Carvalho: “...o reconhecimento de que sem o estudo e a compreensão da cultura afro-brasileira, nunca lograremos compreender como chegamos a ser o que somos...” (2008). É nesse contexto que o APU pretende disponibilizar, assim que possível, esse indispensável instrumento de pesquisa. Aguardem!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

José Eusébio, pertencente à mesma facção política de Guilherme Ferreira, criou uma escola municipal no Bairro Estados Unidos e durante sua gestão:
- o registro da Escola de Farmácia e Odontologia de Uberaba foi cassado. Os alunos, com a perspectiva de serem obrigados a concluir o curso na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, entraram em greve. Apesar dos esforços pessoais de Eusébio, junto ao interventor federal Benedito Valadares, a instituição não foi reaberta;
- em 1935, a Santa Casa de Misericórdia de Uberaba, também conhecida como Sanatório Smith, foi solenemente inaugurada;
- a Sociedade Rural do Triângulo Mineiro recebeu auxílio financeiro do interventor, adquiriu um terreno para realizar as exposições e conseguiu a aprovação do projeto para a construção do Parque de Exposição.