sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL - DE 1837 AOS DIAS ATUAIS

Nasceu em Muiriaé (MG), em 1897.

Advogado atuante, também exerceu os cargos de Delegado de PolÍcia e Diretor da Cia. Mineira de Eletricidade. Entre os anos de 1933 a 1936, foi prefeito nomeado da cidade de Juiz de Fora. Posteriormente, por indicação do Governador Benedito Valadares, tornou-se prefeito de Uberaba, administrando a cidade por 7 meses.

Durante a sua passagem pelo Executivo Municipal:
- realizou reparos internos e externos no Mercado Municipal.
- ampliou a captação de água no rio Uberaba.

Também era escritor e, dentre suas várias obras, destaca-se A Revolução de 30 e os Municípios, lançada em 1942.

Faleceu em 1949, na cidade de Belo Horizonte.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

LEITURAS INTERESSANTES

História de Uberaba e a Civilização no Brasil Central

Hildebrando Pontes nasceu, em 1879, na cidade de Conquista. Em Uberaba, colou grau de engenheiro agrônomo, em 1898, pelo Instituto Zootécnico. 

Escrevia nos jornais Lavoura e Comércio e Diário de Franca e em outros jornais de Uberaba e de outras cidades. Publicou, no Almanaque Uberabense, a monografia “A arte dramática em Uberaba – o Teatro São Luis”. É o autor da obra “Genealogia Mineira” e, em 1976, a Revista Convergência nº7 trouxe, de sua autoria, “Cem anos de imprensa”.
Idealizou o Clube Separatista (campanha para a criação do estado independente do Triângulo Mineiro) e, por meio dessa campanha, levou o governo estadual a uma tentativa de reparar suas omissões com a construção da ponte Afonso Pena, abertura de uma agência bancária e ampliação dos trilhos da Mogiana, dentre outras obras. 

Em 1912, com o maior número de votos, foi eleito vereador e, em 1915, atuou como Agente Executivo (prefeito). Faleceu em 1940.

Por iniciativa da UNIPAC, a 2ª edição (1978) do livro História de Uberaba e a Civilização no Brasil Central foi relançada.

No início da obra, o significado da bandeira da cidade é explicado e dados como: limites geográficos, formação da cidade e população de índios, negros, brancos são apresentados.
Na sequência, há informações sobre as entradas e bandeiras e o desbravamento da região; o surgimento de Desemboque; as sesmarias (distribuição de terras); as correntes imigratórias; o comércio, as obras públicas e a Revolução de 30. O livro conta também sobre o desenvolvimento da cidade, sua arquitetura e as nomenclaturas das ruas e sobre os partidos políticos e os bastidores da política, inclusive o golpe sofrido por ele, ao tentar mudar a situação do fornecimento de energia da cidade. 

É um dos livros mais usados como fonte de pesquisa, sobre aspectos históricos da cidade, no APU. Para o historiador local, uma leitura obrigatória.

Outras obras do acervo:

A História do futebol de Uberaba
Vida, Casos e Perfis
Memória Eclesiástica da Diocese de Uberaba

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Arquivo Público na Revista Museu

Foi aprovada a publicação, na Revista Museu, de um artigo de autoria do historiador João Eurípedes de Araújo e da pesquisadora Cíntia Gomide, ambos funcionários do Arquivo Público de Uberaba (APU). 

A revista eletrônica, concebida para congregar os saberes dos profissionais da área e para divulgar a cultura no Brasil e no mundo, tem um forte time de parceiros, dentre eles o também uberabense Mozart Lacerda.

O texto de João e Cíntia, intitulado A Escravidão em Uberaba: caminhos para a conquista da liberdade apresenta uma ampla visão sobre a escravidão, desde suas origens e as ocorrências em território nacional e também discorre sobre importantes documentos – catalogados e disponíveis para pesquisa – relacionados a escravos, em Uberaba e região, que integram o vasto acervo do APU. 

A equipe do Arquivo parabeniza Cíntia e João pela conquista!

Para conhecer a Revista Museu, acesse: http://www.revistamuseu.com.br/default.asp

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Doações

O Arquivo Público de Uberaba recebeu mais doações valiosas para o seu acervo!

O escritor Jorge Nabut doou um álbum informativo do Município de Conquista; a dissertação de mestrado Representação e Vestígio da (Des) Vinculação do Triângulo Mineiro: um estudo da imigração italiana em Uberaba, Sacramento e Conquista (1890-1920), da historiadora Heladir Josefina Saraiva e Silva; o livro: 7 Décadas - A história e a vida de Minas em retrato e fotografias dos construtores Miguel Laterza e Santos Guido.


A equipe do Arquivo agradece, a Nabut, a doação e salienta a importância da preservação e da disponibilidade de tais registros para a construção da identidade e memória social.

domingo, 21 de novembro de 2010

Uma nova cartografia da presença negra na sociedade brasileira


 No dia 20 de novembro, comemora-se o “Dia Nacional da Consciência Negra”. No âmbito nacional, a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu no currículo oficial da rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira” em todos o currículo escolar, em especial, nas áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira.

Em um plano social macro, o Senado Federal aprovou, neste ano de 2010, o “Estatuo da Igualdade Racial”, sancionado pelo Presidente da República, em julho, e transformado na Lei 12. 288, de 20 de julho de 2010. O Estatuo estabelece políticas públicas de valorização dos afro-descendentes, especificamente nas áreas de saúde, cultura e educação, como o reconhecimento ao livre exercício de cultos religiosos, o direito dos remanescentes de quilombos às suas terras e a adoção de medidas, além de promover valores de respeito à pluralidade etnocultural da sociedade brasileira, visam incluir os negros em todas as esferas da vida nacional, e uma perspectiva de equidade e justiça, superando as violências material e simbólica sofridas historicamente.

Em uma perspectiva ética, a data de 20 de novembro é um convite à luta contra o preconceito, e o eurocentrismo, e o reconhecimento do quanto a identidade brasileira constituída por meio das interações subjetivas, das comunicações, da linguagem e das experiências sociais, é permeada pela pluralidade cultural, aqui em destaque a cultura afro, em suas manifestações, religiosa, artística, linguística, estética.

Em vários municípios brasileiros o “Dia da Consciência Negra” é feriado e marcado por manifestações, passeatas e seminários. Segundo o site da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), o estado onde mais cidades decretaram a data de 20 de novembro como feriado é o Rio de Janeiro, com 92 municípios.

Em Uberaba, historicamente, comemora-se a abolição da escravidão, no dia 13 de maio, e a Festa de Nossa Senhora do Rosário, em outubro. Em ambas as datas, a cultura afro, com os seus cantos, danças, ritmos e devoção, é celebrada. Recentemente, foi criada a Lei Municipal 10.678, de 03/08/2008, que institui o feriado municipal do dia 20 de novembro - Dia da Consciência Negra. O Projeto de Lei 319/2008 é de autoria de Marilda Resende. Na esfera Municipal, o Poder Público, em parceria com as escolas municipais, implementa ações comemorativas referentes a data.

O vasto acervo do Arquivo Público constituído de atas da Câmara Municipal, inventários, alforrias, matrículas de escravos, arrolamentos, manumissão, hipotecas, penhor, petição de carta de liberdade e outros, permite aos pesquisadores, historiadores e, principalmente, aos estudiosos da escravidão e da cultura nacional, acompanhar, os diversos aspectos da escravidão no município e as contribuições dos negros para a cultura local, articulando essas questões ao cenário nacional.

Acredito que essas pesquisas contribuirão, em muito, para uma melhor compreensão da história multifacetada de nosso país, composta pela pluralidade etnocultural.

Cíntia Gomide Tosta



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MEMÓRIA, CULTURA, PESQUISA, PRESERVAÇÃO E ACESSO: O TRABALHO DOS ARQUIVISTAS

Segundo a historiografia nacional, no dia 20 de outubro de 1823, foi criado o primeiro arquivo público brasileiro, legitimado pela Constituição de 25 de março de 1824 e apresentado à Constituinte pelo deputado Pedro de Araújo Lima, futuro Marquês de Olinda. De acordo com Vasconcelos[1], “não houve, desde o início da promulgação da lei, uma instituição especial com o Título de Arquivo Público e os originais das leis, os decretos legislativos e atos do Poder Executivo continuaram sendo guardados e conservados nas secretarias de origem”.
Somente 15 anos após a consagração na Constituição de 1824, o regulamento n° 2 de janeiro de 1838, no período de menoridade de D. Pedro II, estabeleceu o Arquivo Público, dentro do Ministério do Império, o atual Arquivo Nacional.
A Lei 6.576 de 1978 e o Decreto 82590, também de 78, regulamentam a profissão de arquivista autorizando a exercê-la todos os diplomados por meio de Curso Superior em Arquivologia, ou ainda, aqueles que, na época da publicação da Lei, comprovaram experiência de pelo menos cinco anos ininterruptos de atividade na área, ou dez anos intercalados de exercício da profissão.
Da criação do primeiro Arquivo, em 1823 até 2010, foram 186 anos de preservação, conservação, recuperação, classificação, pesquisa, guarda e acesso documental. Atuando com documentação armazenada em diversos meios, seja ele físico, digital, sonoro ou virtual o arquivista desempenha um importante papel na preservação da história e da memória social. Nas palavras de Richard Pearce-Moses[2], "Arquivistas mantém registros que possuem valor duradouro como memórias confiáveis do passado, e eles ajudam as pessoas a encontrar e entender as informações que precisam nesses registros."
O Arquivo Público de Uberaba, inaugurado em 04 de novembro de 1985, pela Lei Municipal  nº 3.656, guarda um vasto acervo documental do município e recebe documentos oficiais provenientes da Prefeitura Municipal, da Câmara, do Judiciário e documentos particulares de pessoas físicas, entidades classistas e outras instituições. Além da guarda, preservação, e viabilização do acesso, por parte da população, ao extenso acervo, realiza um trabalho de pesquisa histórica priorizando as fontes primárias e contribuindo com a preservação da memória e da idendidade uberabense. Possui, em seu quadro de funcionários, desde a sua inauguração, três profissionais que atuam como arquivistas e têm o desafiador trabalho de organizar, disponibilizar, “traduzir”, preservar e divulgar, para a contemporaneidade, os registros documentais do século XIX. Nessa perspectiva, o trabalho dos arquivistas incentiva e promove o diálogo de diferentes tempos históricos, possibilitando um olhar mais reflexivo e crítico sobre a realidade e permitindo uma maior acessibilidade do pesquisador às fontes documentais primárias.
Cíntia Gomide Tosta


[1] VASCONCELOS, M. S. Revista Arquivo & Administração. V. 03, nº 01, Abril de 1975
[2] Pearce, M., R. "Identity and Diversity: What Is an Archivist?" Archival Outlook, March/April 2006.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Breve História das Primeiras Escolas de Uberaba

Em 02 de março de 2010, Uberaba comemorou 190 anos de sua elevação à condição de Frequesia, fato que intensificou o desenvolvimento do povoado em todas as esferas, acelerou a sua ascenção à condição de Vila, em 22 de fevereiro de 1836, e, posteriormente, à Cidade, em 1856.

Na instância escolar, segundo Coutinho[1], por volta de 1815, Dona Eufrásia Gonçalves Pimenta fundou, no Arraial de Santo Antônio e São Sebastião da Farinha Podre, a primeira escola de instrução primária particular, onde as moças aprendiam a ler, a bordar e a fazer crivo, rendas e teçumes.

Em 1820, já como Freguesia, a alfabetização das crianças, conforme as leis da época, ficou sob a responsabilidade dos padres. Em 1836, o Presidente da Província de Minas Gerais, Manoel Dias de Toledo, mandou baixar uma portaria para alugar um prédio onde seria instalada a primeira Escola Pública Provinçal,  que só começou a funcionar em 1838.

 De acordo com Guimarães[2], após a instalação dessa primeira escola pública, muitas outras foram criadas, porém, por seu curto ciclo de vida, não alcançaram o século XX.

No século XIX, a Igreja Católica, como promotora de ensino, estabeleceu em Uberaba algumas escolas religiosas: em 1885, o Colégio Nossa Senhora das Dores (internato e externato), fundado por Dom Cláudio José Ponce Leão, Bispo de Goiás, sob a direção das Irmãs Dominicanas, isntalada, inicialmente, em uma das alas da Santa Casa de Misericórdia; em 1899, segundo Coutinho, o Bispo Dom Eduardo Duarte Silva criou o Seminário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, transformado no Externato Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, entregue por Dom Eduardo aos padres Agostinianos Regoletos. No fim de 1902, “conforme vontade do próprio Bispo”, a direção foi passada aos Irmãos Maristas, que mantiveram o nome da escola.

Tanto o Colégio Nossa Senhora das Dores, quanto o Colégio Marista Diocesano, no início do século XX, funcionaram como internato feminino e masculino, respectivamente, gozaram de fama regional e atraíram, para Uberaba, jovens de outras localidades, em busca de estudo.


Cíntia Gomide Tosta



[1] COUTINHO. P. R. História dos Irmãos Maristas em Uberaba.
[2] GUIMARÃES. R."Templo do Bem": O Grupo Escolar de Uberaba, na escolarização Republicana (1908 - 1918)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Padre Ângelo Pozzani

Padre Ângelo Pozzani nasceu em 29/09/1910, em Torri Del Bênaco (Itália). Em 1949, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Abadia, permanecendo até 1978. Nesse período, desenvolveu ações para estimular a participação dos fiéis: sessão de filmes infantis (“Cineminha do Padre Ângelo”), grupo de teatro, ensino de música e implantação de um coral e de um time de futebol, que jogava em um campo, localizado no fundo da igreja. Além dessas ações, construiu as salas onde funciona a catequese, deu continuidade às reformas da Igreja e ampliou o templo, edificando as laterais e um grande santuário.
Segundo Nabut (1983) “Padre Ângelo é considerado o Padre do Povo. Talvez sem o Padre Ângelo, a Festa d’Abadia em Uberaba já se teria resumido a uma simples e pacata novena. Ele deu alma à festa.” e, nas palavras do próprio Pozzani: A missão da igreja é salvar o homem todo, inteiro, único, inédito, irrepetível, real, concreto, histórico. A missão da Igreja é a de abrir os olhos para Deus, olhando os homens ao mesmo tempo. Não se pode salvar a alma, abandonando o homem num mundo de miséria e podridão.

Fonte: Santos do Céu... Santos da Terra... Santos do Povo... Sua benção Padre Ângelo!. Revista Documento e História. APU. nº 06. Agosto de 2000.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sessenta e cinco anos de término da Segunda Guerra Mundial: a participação uberabense no maior conflito bélico do século XX

            No dia 02 de setembro deste ano, fará sessenta e cinco anos do término da Segunda Grande Guerra Mundial. Apesar do avanço científico e tecnológico ocorrido nesse período, as perdas humanas, materiais e culturais desse conflito – incalculáveis e irreparáveis – ultrapassam qualquer benefício que a humanidade possa usufruir desse confronto.
Em agosto de 1942, no governo autoritário de Getúlio Vargas, em pleno Estado Novo, o Brasil, único país latino-americano a participar do confronto, uniu-se aos ALIADOS e, declarou guerra ao EIXO: Alemanha, Itália e Japão.
Cerca de 25 mil brasileiros lutaram na Itália. O apoio aos Aliados trouxe modernização militar, e industrialização ao país, além, de reforçar os laços com os Estados Unidos.
No ano de 1943, foi organizada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), destacamento militar que lutaria na Segunda Guerra, com o auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Marinha de Guerra do Brasil. A principal ação militar brasileira aconteceu na Campanha da Itália, onde os brasileiros foram a combate, ao lado das forças norte-americanas.
Minas foi o segundo estado na contribuição de efetivo para a FEB. Uberaba participou com duzentos (200) soldados e, de acordo com informações do Tiro de Guerra local, dezessete (17), estiveram nos campos de batalha italianos.
Segundo publicação do Arquivo Público[1], Uberaba, nesse período, vivia um momento de crescimento econômico e urbanístico, sua população era de aproximadamente 60.000 habitantes e 52% deles residiam na zona urbana. A Administração Municipal encontrava-se centralizada em Belo Horizonte onde os prefeitos do interior se reuniam para padronizar a política nas cidades mineiras.  Em Uberaba, Whady José Nassif respondeu pelo Executivo, no período de 1937-1943. Durante a Guerra, houve racionamento de açúcar, leite e gasolina. Os alimentos tiveram alta nos preços e grande parte da frota de veículos uberabenses teve o motor adaptado para o uso de gasogênio. Motivado pela carestia, o prefeito inaugurou o sistema de feiras livres.
Foram registradas, na cidade, algumas manifestações de xenofobia contra imigrantes naturais de países pertencentes ao EIXO.
Em outubro de 1943, já na gestão de Carlos Martins Prates, dois grupos de uberabenses foram convocados: o primeiro reuniu-se na estação da Rede Mineira de Viação, de onde seguiu para Juiz de Fora ou São João Del Rei e o segundo embarcou no dia 30 de outubro. Em 1944, 110 uberabenses dirigiram-se a São João Del Rei e, no total, 884 reservistas foram mobilizados. Muitos deles procuraram fugir da convocação retirando seus nomes por meio de influência política, ou – os mais pobres – provocando doenças em si mesmos. Para reverter a situação, o governo determinou a aplicação de alguns artigos do Código Militar, caracterizando como crime de insubordinação a recusa em se apresentar ao Exército ou à Marinha, quando convocado.
Os combatentes relataram, por meio de cartas, os sofrimentos e o heroísmo dos companheiros, frente às adversidades, nos campos de batalha na Itália. O frio intenso (17º a 20º graus abaixo de zero) provocava, além de pneumonia, uma doença conhecida por “geloné”, causadora de gangrena e amputação do membro afetado. O Expedicionário Alcebíabes Borges faleceu na Itália, em combate.
Finda a guerra, em maio de 1945, a partir de julho, os pracinhas começaram a retornar ao Brasil e as autoridades organizaram várias homenagens para recepcioná-los. Em Uberaba, os expedicionários foram recebidos na estação ferroviária e desfilaram em carro aberto pelas ruas da cidade, acompanhados pela multidão. Em seguida, dirigiram-se à praça Rui Barbosa e, posteriormente, ao Tiro de Guerra.
Alguns expedicionários uberabenses relatam várias dificuldades financeiras pelas quais passaram, ao retornarem da Guerra.
Cíntia Gomide Tosta

[1] Arquivo Público de Uberaba. Ano II – Série: Documento e História - Outubro/95 Nº 02

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia

A palavra fotografia é de origem grega e pode ser interpretada como “desenhar com luz e contraste”.
A primeira fotografia de que se tem notícia é de 1826, do francês Joseph Nicéphore Niépce. Louis Jacques Mande Daguerre inventou e patenteou o daguerreótipo[1], sendo por isso considerado o pai da fotografia. As fotos produzidas por esse processo eram únicas e, embaladas em sofisticados estojos, emolduradas de dourado, ganhavam um caráter luxuoso, de joia.
Dom Pedro II, apaixonado pela fotografia e fotógrafo amador, doou, à Biblioteca Nacional, quase 30.000 fotografias de seu acervo, coleção que recebeu o nome da Imperatriz Theresa Cristina.
No Brasil, por volta de 1860, a utilização da técnica do carvão úmido, possibilitou a expansão de estúdios retratistas em várias cidades, popularizando a fotografia. Em Uberaba, José Severino Soares, o “Velho Severino”, premiado pelo Governo Imperial do Rio de Janeiro, na Exposição Nacional de Fotografias (1875), é um dos pioneiros da arte fotográfica. Outros fotógrafos, desde o século XIX, vêm contribuindo para a construção do registro e memória do uberabense.
O Arquivo Público de Uberaba possui em seu acervo fotográfico um total aproximado de 67.303 imagens nas categorias: preto e branco, colorida, slides, álbuns, negativos, contato. São imagens que registram paisagens, ruas, edificações, hábitos e vida do uberabense. Conhecê-las é reconhecer e valorizar nossa história e a história de nossos antepassados, legado indispensável à civilização.

Cíntia Gomide Tosta
foto 1: Vista parcial de Uberaba - 1880
foto 2: Praça Rui Barbosa, inauguração da luz elétrica - 1905
foto 3: Paço Municipal - 1900

[1] Daguerreótipo: aparelho capaz de fixar imagens em placas de cobre cobertas com sais de prata.