sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CURIOSIDADES INÉDITAS DA HISTÓRIA DE UBERABA

“Vem de longa data a mania de estragar o bem público em Uberaba. O fato aconteceu em setembro de 1895. Naquela época não existia luz elétrica e a iluminação da cidade era feita com lampiões. Aí, um indivíduo unido a seus companheiros de farra, decidiu extravasar suas tensões e eliminar o seu stress, quebrando os lampiões da cidade. Então, a Câmara Municipal de Uberaba, que era o governo na época, mandou logo um ofício ao promotor público comunicando o ato de selvageria e pedindo a imediata instalação de um processo criminal, o que certamente deve ter dado em prisão dos elementos”.

 Fonte: Livro de Ofícios e Comunicações da Câmara Municipal de Uberaba
Ano: 1894 a 1899 - Acervo SAP


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Godofredo Santos
 Diretor e Redator dos Jornais:
O Sorriso, O Jornal e Uberaba Jornal
Editados em Uberaba-MG entre 1930 e 1944


A Superintendência de Arquivo Público, de Uberaba recebeu à doação em 16/09/2013 do acervo digitalizado do “O Jornal Sorriso” – período 1930 a 1933, do “O Jornal” de 1933 a 1938 e “Uberaba Jornal” de 1938 a 1944 do Sr. Airton Magalhães Pinto, arquiteto e residente em Brasília, filho de Godofredo Santos, uberabense, um dos fundadores das referidas publicações.
 A “Revista Sorriso" que deu origem às outras publicações foi fundada em 1909. Era um semanário critico noticioso, humorístico e independente. Teve como fundadores Edgar Medina Coeli e Eduardo Formiga, os seus redatores e proprietários. No decurso de sua existência o “Sorriso” mudou de denominação e teve diversos proprietários e diretores, redatores e um grande número de colaboradores. Em 06/04/1930, Godofredo deu início à nova fase da edição, intitulado o jornalO Sorriso”, de 1930 a 1933, com participação de redatores e colaboradores intelectuais: Alceu de Souza Novaes (A. Luce), Egydio Fantato, Quirino Pucci, Solon Fernandes, Gabriel Totti, José Tiradentes de Lima, Odilon Paes de Almeida, Sebastião Guimarães, Lucio Azevedo, Paulo Bandeira de Mello, José Vicente de Souza Netto (redator esportivo) e outros. Na sequência editou “O Jornal”, de 1933 a 1938 e o “Uberaba – Jornal”, de 1938 a 1944, fechando um período de 14 anos de edições semanais, no mesmo endereço na Rua Artur Machado nº 113, onde continuou trabalhando com serviços gráficos por mais 25 anos.
O recebimento e o resguardo das publicações digitalizadas na Superintendência de Arquivo Público significa disponibilizar para a população a consulta de um importante período da história de Uberaba e constitui uma das funções da Superintendência de Arquivo em detectar e recuperar acervos históricos.

Marta Zednik de Casanova
Superintendente de Arquivo Público de Uberaba


Godofredo Santos

Nasceu em 21/10/1903 em Uberaba, filho de José dos Santos, guarda-livros (contador) e Altina Lucas dos Santos (do lar); teve como irmãs Maria José dos Santos (professora), Julieta Lucas dos Santos, Maria de Lourdes Santos Del Papa e Altina Santos Martinelli.
Ainda criança, o quarto ano primário concluído no Grupo Escolar Brasil, foi levado por uma tia para trabalhar, como “vassoura” (office boy) e aprender ofício, na Empresa Gráfica Século XX, em Uberaba, onde se interessou e desenvolveu habilidades específicas na área gráfica. Trabalhou na empresa do Jornal Lavoura e Comércio, de Quintilhano Jardim, criativo e habilidoso recebeu, em certa ocasião, reconhecimento: "A arte de Gutenberg não tem segredos para Godofredo Santos”.
Na juventude, motivado pelo ídolo futebolístico da época, Arthur Friedenreich, Godofredo dedicou seus tempos de folgas jogando futebol; de estatura mediana se valia de forte impulsão para as disputas de bolas altas.
Na busca de novos conhecimentos e oportunidades relativos ao trabalho gráfico, tinha como propósito transferir-se para São Paulo Capital; permaneceu, entretanto, em Ribeirão Preto integrando-se, à época, às Indústrias Gráficas Barilari; em 1930 decidiu retornar a Uberaba, instalando-se em pequena área, na entrada do prédio recém-construído por Gabriel Totti, na Rua Arthur Machado nº 113. Instalou uma máquina de impressão manual e algumas fontes de tipo, iniciando seu trabalho por conta própria. Transferiu-se, para espaço maior, ainda no prédio de Gabriel Totti, edifício arrojado para época, três pavimentos, térreo, pavimento superior e subsolo, paredes grossas de alvenaria e pisos estruturados com assoalho sobre vigas de madeira e forro falso, também em madeira. Permaneceu por décadas com a Papelaria, a Tipografia e a Fábrica de Carimbos.
Neste cenário e tendo por vizinhos, de um lado, Italo de Biagi (fábrica de botas, botinas, chuteiras) e do outro, Alfaiataria Parreira; em frente Sapataria Molinar, Ourivesaria Aprile, Bar da Viúva (Vásques), Alfaiataria Caldas, Tecidos Piva, Fotos Zuza, deu início a nova fase da edição do jornal O SORRISO, de 1930 a 1933, com participação de redatores e colaboradores intelectuais: Alceu de Souza Novaes (A. Luce), Egydio Fantato, Quirino Pucci, Solon Fernandes, Gabriel Totti, José Tiradentes de Lima, Odilon Paes de Almeida, Sebastião Guimarães, Lucio Azevedo, Paulo Bandeira de Mello, José Vicente de Souza Netto (redator esportivo) e outros. Na sequência editou O JORNAL, de 1933 a 1938 e o UBERABA-JORNAL, de 1938 a 1944, fechando um período de 14 anos de edições semanais, no mesmo endereço onde continuou trabalhando com serviços gráficos por mais 25 anos.
Godofredo Santos foi casado com Ordália da Costa Magalhães Santos, tiveram quatro filhos: Leila Magalhães Santos (professora – funcionária pública, aposentada em Brasília-DF), Ayrton Magalhães Santos (arquiteto em Brasília-DF), Adilson Magalhães Santos (aposentado) e Lenita Magalhães Santos (professora, funcionária pública, aposentada em Brasília-DF); faleceu em Uberaba em 14 de Agosto de l986, com 83 anos.





sexta-feira, 6 de setembro de 2013

LEMBRANÇAS DAS MANHÃS DE 07 DE SETEMBRO
UBERABA

O sol mal se despontava no horizonte e as algazarras dos pássaros eram silenciadas pelos primeiros sons que podíamos escutar longe de algumas fanfarras e alguns foguetes pipocando no ar. Nesse dia nunca perdíamos a hora, pulávamos rápido da cama, colocávamos a melhor roupa, os sapatos surrados, mas bem engraxadinho que o papai tinha lustrado no dia anterior e estávamos prontos para ver os desfiles. Tínhamos que chegar cedo para pegar um lugar privilegiado, pois parecia que a cidade inteira se deslocava para ver o desfile.
Algumas escolas e personagens marcantes ficaram gravados em nossas memórias nas manhãs dos 07 de Setembro em Uberaba. Gostaria de citar algumas instituições educacionais e em nome dessas homenagear todas as outras escolas, seus dirigentes, professores e alunos. Escola Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, Escola Municipal Boa Vista, Escola Municipal Santa Maria, Escola Municipal Nossa Senhora da Abadia, Colégio Diocesano, Colégio Nossa Senhora das Graças, Colégio Nossa Senhora das Dores, Colégio Cristo Rei, Colégio São Benedito e tantos outras.

Quem não se lembra da beleza, era difícil apontar qual das escolas estava mais bela, tamanha era a organização e galhardia com que desfilavam pelas ruas, avenidas, clubes e estádios da cidade. Todas as alas bem perfiladas, o compasso da marcha sempre certinho e marcado no tempo exato da batida do bumbo. A harmonia entre os instrumentos como as caixas de guerra, tarol, surdo, bumbo, piston, cornetas, tubas, ditavam o ritmo e os movimentos das balizas.


Fanfarra do Colégio Cristo Rei – praça Rui Barbosa final da década de 1960


Alunos do Colégio Cristo Rei – praça Rui Barbosa final da década de 1960

Desfile 07 de Setembro – alunas do Colégio Cristo Rei 1970

Alunos do Colégio Diocesano – 07 de Setembro no Estádio Dr. Boulanger Pucci
Década de 1960


Desfile 07 de Setembro no Uberaba Tênis Clube – década de 1940

Desfile 07 de Setembro – Avenida Leopoldino de Oliveira 1985


Desfile 07 de Setembro– Fanfarra do Probem na Avenida Leopoldino de Oliveira final da década de 1990

Quando o desfile caminhava para o seu final ainda tínhamos o luxo de ver as bandas da Policia Militar, Tiro de Guerra e Guarda Municipal, finalizando com chave de ouro mais uma manhã de setembro. Fica a nossa gratidão e o nosso muito obrigado a todos aqueles que nos proporcionaram breves e eternos momentos de felicidades, luz e amor.



Banda da Polícia Militar – avenida Leopoldino de Oliveira 07 de Setembro de 2000

Desfile 07 de Setembro – Soldados do Tiro de Guerra 1987

Desfile 07 de Setembro – Soldados do Tiro de Guerra final da década de 1990


Desfile 07 de Setembro – Soldados da Guarda Municipal final da década de 1990

Perdoe pela falta de memória, com certeza ficará faltando muitos e muitos colaboradores, mas para homenagear todos os diretores das instituições educacionais, professores e alunos, que se doaram para nos proporcionar agradáveis e inesquecíveis manhãs de setembro, ficam nossos cordiais agradecimentos em nome dos Irmãos Maristas Diocesano, Professor José Thomas da Silva Sobrinho, Professor Erwim Puller, Professor Antonio Carlos Marques, Professor Minervino Cesarino.

João Eurípedes de Araújo
Diretor do Departamento de Pesquisa da Superintendência de Arquivo Público

 Fotos: acervo da Superintendência de Arquivo