segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Godofredo Santos
 Diretor e Redator dos Jornais:
O Sorriso, O Jornal e Uberaba Jornal
Editados em Uberaba-MG entre 1930 e 1944


A Superintendência de Arquivo Público, de Uberaba recebeu à doação em 16/09/2013 do acervo digitalizado do “O Jornal Sorriso” – período 1930 a 1933, do “O Jornal” de 1933 a 1938 e “Uberaba Jornal” de 1938 a 1944 do Sr. Airton Magalhães Pinto, arquiteto e residente em Brasília, filho de Godofredo Santos, uberabense, um dos fundadores das referidas publicações.
 A “Revista Sorriso" que deu origem às outras publicações foi fundada em 1909. Era um semanário critico noticioso, humorístico e independente. Teve como fundadores Edgar Medina Coeli e Eduardo Formiga, os seus redatores e proprietários. No decurso de sua existência o “Sorriso” mudou de denominação e teve diversos proprietários e diretores, redatores e um grande número de colaboradores. Em 06/04/1930, Godofredo deu início à nova fase da edição, intitulado o jornalO Sorriso”, de 1930 a 1933, com participação de redatores e colaboradores intelectuais: Alceu de Souza Novaes (A. Luce), Egydio Fantato, Quirino Pucci, Solon Fernandes, Gabriel Totti, José Tiradentes de Lima, Odilon Paes de Almeida, Sebastião Guimarães, Lucio Azevedo, Paulo Bandeira de Mello, José Vicente de Souza Netto (redator esportivo) e outros. Na sequência editou “O Jornal”, de 1933 a 1938 e o “Uberaba – Jornal”, de 1938 a 1944, fechando um período de 14 anos de edições semanais, no mesmo endereço na Rua Artur Machado nº 113, onde continuou trabalhando com serviços gráficos por mais 25 anos.
O recebimento e o resguardo das publicações digitalizadas na Superintendência de Arquivo Público significa disponibilizar para a população a consulta de um importante período da história de Uberaba e constitui uma das funções da Superintendência de Arquivo em detectar e recuperar acervos históricos.

Marta Zednik de Casanova
Superintendente de Arquivo Público de Uberaba


Godofredo Santos

Nasceu em 21/10/1903 em Uberaba, filho de José dos Santos, guarda-livros (contador) e Altina Lucas dos Santos (do lar); teve como irmãs Maria José dos Santos (professora), Julieta Lucas dos Santos, Maria de Lourdes Santos Del Papa e Altina Santos Martinelli.
Ainda criança, o quarto ano primário concluído no Grupo Escolar Brasil, foi levado por uma tia para trabalhar, como “vassoura” (office boy) e aprender ofício, na Empresa Gráfica Século XX, em Uberaba, onde se interessou e desenvolveu habilidades específicas na área gráfica. Trabalhou na empresa do Jornal Lavoura e Comércio, de Quintilhano Jardim, criativo e habilidoso recebeu, em certa ocasião, reconhecimento: "A arte de Gutenberg não tem segredos para Godofredo Santos”.
Na juventude, motivado pelo ídolo futebolístico da época, Arthur Friedenreich, Godofredo dedicou seus tempos de folgas jogando futebol; de estatura mediana se valia de forte impulsão para as disputas de bolas altas.
Na busca de novos conhecimentos e oportunidades relativos ao trabalho gráfico, tinha como propósito transferir-se para São Paulo Capital; permaneceu, entretanto, em Ribeirão Preto integrando-se, à época, às Indústrias Gráficas Barilari; em 1930 decidiu retornar a Uberaba, instalando-se em pequena área, na entrada do prédio recém-construído por Gabriel Totti, na Rua Arthur Machado nº 113. Instalou uma máquina de impressão manual e algumas fontes de tipo, iniciando seu trabalho por conta própria. Transferiu-se, para espaço maior, ainda no prédio de Gabriel Totti, edifício arrojado para época, três pavimentos, térreo, pavimento superior e subsolo, paredes grossas de alvenaria e pisos estruturados com assoalho sobre vigas de madeira e forro falso, também em madeira. Permaneceu por décadas com a Papelaria, a Tipografia e a Fábrica de Carimbos.
Neste cenário e tendo por vizinhos, de um lado, Italo de Biagi (fábrica de botas, botinas, chuteiras) e do outro, Alfaiataria Parreira; em frente Sapataria Molinar, Ourivesaria Aprile, Bar da Viúva (Vásques), Alfaiataria Caldas, Tecidos Piva, Fotos Zuza, deu início a nova fase da edição do jornal O SORRISO, de 1930 a 1933, com participação de redatores e colaboradores intelectuais: Alceu de Souza Novaes (A. Luce), Egydio Fantato, Quirino Pucci, Solon Fernandes, Gabriel Totti, José Tiradentes de Lima, Odilon Paes de Almeida, Sebastião Guimarães, Lucio Azevedo, Paulo Bandeira de Mello, José Vicente de Souza Netto (redator esportivo) e outros. Na sequência editou O JORNAL, de 1933 a 1938 e o UBERABA-JORNAL, de 1938 a 1944, fechando um período de 14 anos de edições semanais, no mesmo endereço onde continuou trabalhando com serviços gráficos por mais 25 anos.
Godofredo Santos foi casado com Ordália da Costa Magalhães Santos, tiveram quatro filhos: Leila Magalhães Santos (professora – funcionária pública, aposentada em Brasília-DF), Ayrton Magalhães Santos (arquiteto em Brasília-DF), Adilson Magalhães Santos (aposentado) e Lenita Magalhães Santos (professora, funcionária pública, aposentada em Brasília-DF); faleceu em Uberaba em 14 de Agosto de l986, com 83 anos.





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