segunda-feira, 14 de outubro de 2019


DOCUMENTO CONFIDENCIAL REVELA A PRESENÇA DE OVNIS EM UBERABA EM 1986


        Um documento confidencial do acervo do Arquivo Nacional revela com detalhes o aparecimento de objetos voadores não identificados (Ovnis) em Uberaba.


         O documento é uma resposta do Serviço Regional de Proteção ao Vôo, do Ministério da Aeronáutica, ao ofício do controlador de aeronaves do Aeroporto de Uberaba, encaminhado pelo major brigadeiro do ar, Nelson Fish de Miranda, ao coronel de aviação do Rio de Janeiro, Mauro Melloni, para deliberar as providências necessários sobre o caso.
         De acordo com a transcrição do ocorrido, o piloto da aeronave PT-EPC relatou à torre de comando do aeroporto de Uberaba (APP-UR),  que estava sendo seguido por um objeto de formato redondo, de luz intensa e que alternava movimentos, ora se aproximando, ora se afastando do seu avião. Para o piloto, o objeto não era parecido com nenhum astro celeste e lançava fortes fachos de luzes intermitentes em sua direção.
         Como não havia tráfego aéreo, o piloto realizou algumas manobras que ele chamou de bloqueio. Isso foi o suficiente para o afastamento do objeto em direção a oeste, sumindo na linha do horizonte, ao mesmo tempo em que mudava da cor clara para a alaranjada.
         Apesar da importância que o comando da Aeronáutica dedicou ao assunto, ainda muitas perguntas continuaram sem respostas.  Por isso, não só no Brasil, como em outros países, essas matérias não são divulgados, até que seja obtida uma resposta conclusiva, de caráter científico.



Despacho assinado pelo comandante do III COMAR 
Acervo: Arquivo Nacional


Transcrição do relato do OVNI
Acervo: Arquivo Nacional

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

ALUNOS DA FETI VISITAM ARQUIVO PÚBLICO


        A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, através das  Ações Educativas, recebeu no dia 8 de outubro, 24 alunos da Fundação de Ensino Técnico Intensivo, Dr. René Barsam (FETI) da faixa etária de 14 a 18 anos, para esclarecimentos  sobre  organização de arquivos e sobre a história de Uberaba e região.

Professora Luzia Rocha na sala de projeção 
com os alunos da FETI


        Orientados pela professora da instituição, Luzia Rocha, conheceram os departamentos do Arquivo Público, os funcionários e as principais realizações da entidade..

quinta-feira, 19 de setembro de 2019


SUPERINTENDÊNCIA DO ARQUIVO PÚBLICO LANÇA E-BOOK UBERABA NA 2ª GUERRA MUNDIAL

          No dia 17 de setembro de 1939 a Alemanha realizou a invasão no território polonês, o que provocou uma reação dos países aliados, marcando o início da 2ª Guerra Mundial.

Capa do boletim série Documentos e História - 1995

        A Alemanha exigiu que a Polônia devolvesse a zona denominada “corredor polonês” e o porto de Danzig. Estes haviam sido perdidos durante a Primeira Guerra Mundial. Como os poloneses se negavam a fazê-lo, Hitler marchou sobre o país. Dois dias depois, em 3 de setembro, Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha. Consequentemente formaram dois grupos antagônicos: o Eixo formado pela Alemanha, Itália e Japão; e os Aliados, formados pela França, Inglaterra e EUA. Essa guerra teve repercussão mundial, pois – direta ou indiretamente – todos os países do mundo foram afetados.
Em 1942, o governo brasileiro aliou-se aos países Aliados. A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Força Expedicionária Brasileira (FEB), juntamente com os Estados Unidos, deslocaram-se para o território da guerra, especificamente para Nápoles e Monte Castelo, com o objetivo de combater as forças nazistas que se deslocavam para o interior da Itália. O Brasil ficou incumbido, através do Exército e a Aeronáutica, de expulsar o exército nazista da cidade italiana de Monte Castelo, permitindo a investida dos Aliados no vale do Pó e na cidade de Bologna.
        Uberaba também participou da guerra enviando 20 pracinhas que desembarcaram nas operações de guerra na Itália.
          A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba  preocupada em divulgar a história dos pracinhas uberabenses na guerra, edita o e-book Uberaba na 2ª Guerra Mundial, em setembro de 2019, baseado no livro impresso com depoimentos, publicado em 1995, pela instituição arquivística. A publicação digital pode ser acessada no site da Prefeitura e no blog do Arquivo Público.
        Em setembro de 2019 completou 80 anos que a 2ª Guerra Mundial foi deflagrada, um conflito que durou seis anos e só terminou em 8 de maio de 1945, motivado pela imposição do Tratado de Versalhes aos países que perderam a 1ª Guerra Mundial, disputa de territórios e matéria-prima, nacionalismo exacerbado e o crescimento do nazismo e fascismo. Calcula-se que a guerra tenha deixado 50 milhões de mortos.

É um repensar para que a humanidade 
reflita e evite as guerras

 Marta Zednik de Casanova
Superintendente do Arquivo Público de Uberaba

quarta-feira, 18 de setembro de 2019


MAPAS ANTIGOS MOSTRAM MUDANÇA NO TRAÇADO DOS TRILHOS DA COMPANHIA MOGIANA EM UBERABA EM 1948

         Dois mapas, elaborados em períodos diferentes, identificam mudanças no traçado da linha ferroviária em Uberaba e a transferência do prédio da Estação da Mogiana.
      De acordo com o mapa nº 1, de 1942, assinado pelo engenheiro Carlos Prates, a antiga estação ferroviária da Mogiana localizava-se na Rua Menelick de Carvalho, no final da rua Arthur Machado.
       O mapa nº 2, de 1949, mostra a estação em outro local, na Praça José Pereira Rebouças, onde atualmente funciona a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.
       Entre a antiga estação (no mapa nº 1) e a mais recente (no mapa nº 2) destaca-se a Vila Carlos Machado, assinalada em círculo. É possível, também, localizar o trajeto da linha férrea.
  Segundo o jornal O Triângulo, o prédio da nova estação foi inaugurado em 1948 (O Triangulo, 11 de maio de 1948).
  Na análise da mapoteca é possível notar o crescimento da cidade, com aumento de ruas e avenidas, além de identificar mudanças e permanências em instituições e outros marcos característicos da vida urbana.

Mapa nº 1 - 1942
Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba
Mapa nº 2 - 1949
Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba
Antiga estação, na Rua Menelick de Carvalho - 1930
Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba
Estação Mogiana, inaugurada em 1948
Foto: Acervo particular de Paulo Cury
  Luiz Cellurale
Historiador

terça-feira, 17 de setembro de 2019



Alunos do 7o ano da Escola Estadual Felício
de Paiva visitam o Arquivo Público

        A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, por meio do projeto Ações Educativas, Memória e Cidadania, recebeu 25 alunos do 7º ano da Escola Estadual Felício de Paiva, juntamente com  as professoras Regiane e Luzia.

    Alunos na sala de projeção do Arquivo Público

          Os alunos, acompanhados da professora Luzia de Fátima Rocha, puderam   ampliar seus conhecimentos sobre a história de Uberaba e região, conhecer  as dependências do Arquivo, o acervo documental e a forma como são guardados e arquivados os documentos.  

Conhecendo a documentação


Professoras e alunos da Escola Estadual Felício de Paiva






sexta-feira, 6 de setembro de 2019



ACONTECEU EM UBERABA HÁ 100 ANOS


         As comemorações do dia 7 de setembro de 1919, em Uberaba, começaram com um desfile de estudantes do Ginásio Diocesano, que partiu, ao meio-dia, da praça Afonso Pena (Concha Acústica) em direção ao Largo da Matriz, atual Praça Rui Barbosa. Nesse local, os alunos fizeram diversas demonstrações tipicamente militares, como: desfile com armas, esgrima e posicionamento de táticas de combates.

Programação do desfile de
 7 de setembro em Uberaba

Programação da Festividade de São Benedito, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, no dia 8 de setembro de 1919. Divulgação do concerto do tenor Marçal Fernandes, no dia 13 de setembro de 1919, no Jochey Club de Uberaba e dos filmes que foram exibidos no Cine Polyteama, no dia 7 de setembro de 1919

Reflexões sobre a Independência do Brasil

Propagandas comerciais veiculadas no jornal

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Visita a sede da Superintendência do Arquivo Público da Escola Municipal Joubert de Carvalho no projeto Ações Educativas

A Superintendência de Arquivo Público  de Uberaba, por meio do projeto Ações Educativas: Memória e Cidadania, recebeu 44 alunos  do 6º ano da Escola Municipal Joubert de Carvalho para mais uma ação.

 Na ocasião foi feita uma explanação aos adolescentes sobre a importância e papel do Arquivo Público na salvaguarda e preservação dos documentos e a história de Uberaba e região.

Em seguida, eles percorreram as dependências da instituição, conheceram  o espaço e tiveram contato com a documentação ,que é fonte de pesquisa para historiadores, alunos e comunidade em geral.





quarta-feira, 14 de agosto de 2019

15 de Agosto – Dia da Padroeira de Uberaba, Nossa Senhora da Abadia

Maria, mãe de Jesus Cristo, através da intervenção divina, conhecida como Maria de Nazaré (cidade onde nasceu), é também chamada de Virgem Maria,  Santíssima Virgem e de Nossa Senhora.

Por vários motivos Maria recebeu, ao longo do tempo, vários nomes, e dentre eles está Nossa Senhora da Abadia, a padroeira de Uberaba. 

A invocação a Nossa Senhora da Abadia é um dos mais antigos cultos marianos existentes, e teve origem em Portugal. Isso deve-se ao fato de que, próximo à cidade de Braga, naquele país, havia uma abadia (sinônimo de mosteiro), denominada Mosteiro das Montanhas. Quando os muçulmanos invadiram Espanha e Portugal, os monges fugiram e esconderam a imagem da Santa, descoberta mais de duzentos anos depois, entre as pedras de um vale.

Foram os portugueses que, com a colonização, deram origem ao culto a esta Santa que se propagou por muitas localidades do interior brasileiro ao longo dos séculos. Contudo, na região Centro-Oeste e no Triângulo Mineiro foi que a fé a Nossa Senhora da Abadia mais se arraigou, tendo sido difundida a partir dos séculos XVIII e XIX.

Nessa região, várias cidades têm como Padroeira Nossa Senhora da Abadia.

Nossa Senhora da Abadia de Uberaba


Igreja Nossa Senhora da Abadia em Uberaba na década de 1920. Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba. 


Igreja Nossa Senhora da Abadia em Uberaba na década de 1920. Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba. 


Em 1881, a Câmara Municipal de Uberaba, através da iniciativa do Capitão Eduardo José Alvarenga doou uma área de terra para a edificação de uma Igreja dedicada a Nossa Senhora da Abadia, sendo a mesma inaugurada em 15 de agosto de 1882, data que motivou o feriado municipal. Em 1921, a Igreja foi transformada em Paróquia.

A religiosidade popular em torno da crença a Nossa Senhora da Abadia mantém-se tradicionalmente seguida no Triângulo Mineiro. Em 2007, ano do centenário da Arquidiocese de Uberaba, dom Aloísio Roque Oppermann, arcebispo metropolitano, declarou a Santa como padroeira da cidade de Uberaba. Por sua vez, o Município de Uberaba, em 14 de agosto daquele mesmo ano, através da Lei 10.196 instituiu oficialmente Nossa Senhora da Abadia como padroeira de Uberaba.

Todos os anos, a partir dos primeiros dias do mês de agosto muitos uberabenses cumprem um ritual de romeiros, dando início aos festejos em louvor à Nossa Senhora da Abadia. Cada um tem seu motivo: fé ardorosa, agradecimento por graça recebida, assim como pedidos diversos.

E no dia 15 de agosto ocorre a culminância dos festejos, com a coroação da Santa na Igreja localizada no bairro que tem seu nome.



Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Documento em destaque: Processo criminal sobre o assassinato de Carlos Palmieri em 1880

No acervo da Superintendência do Arquivo Público - Hidelbrando de Araújo Pontes, encontra-se um vasto processo criminal sobre o homicídio do italiano Carlos Palmieri, ocorrido em Uberaba no final do século XIX.

O intrigante e bárbaro crime no qual a vítima foi degolada por uma faca foi narrado no processo por intensas investigações e depoimentos. O delito decorreu na madrugada de 9 de Julho de 1880, num cômodo do Hotel Estrela de propriedade de Luis Italiano. A acusação do assassinato recaía na figura do réu Fernando de Mauro. 

Em depoimento de uma das testemunhas, o também italiano Nicolau Bruno, intitulado no processo como Nicolau Italiano, relata que a esposa de Carlos Palmieri era amante do Fernando de Mauro, que por sua vez mantinha caso também com uma escrava identificada com o nome de Eugênia.

Em documentos anexados ao processo encontram-se uma planta baixa do entorno do Largo da Matriz de Uberaba de autoria do promotor público Antônio Borges Sampaio, identificando algumas residências, estabelecimentos comerciais e seus respectivos proprietários e uma planta do Hotel Estrela, também de autoria do promotor buscava identificar a cena do crime.

O acusado foi condenado pela pena de "Galés Perpétua", uma sanção criminal advinda do Código Criminal brasileiro de 1830, cujo condenado era obrigado segundo o Artigo 44 ao trabalho forçado, com calcetas nos pés e correntes de ferro. A pena deveria ser cumprida em trabalhos públicos na província onde em que ocorresse o delito, estando desta forma, o criminoso a disposição do governo.

No entanto, houve reviravoltas no decorrer do processo, no qual o réu foi absolvido, sendo posteriormente reaberto o caso à busca de condená-lo novamente.

Para saber mais sobre o que ocorreu, você deverá consultar as várias folhas deste crime que movimentou a Comarca de Uberaba na fatídica madrugada do dia 9 de junho de 1880.

Planta baixa anexada ao processo criminal apresentando parte da cidade Uberaba na região do entorno do Largo da Matriz, atual Praça Rui Barbosa. Autor: Promotor público Antônio Borges Sampaio.
Legenda identificando os moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais no entorno do Largo da Matriz, região que situava o Hotel Estrela, palco do crime desferido contra a vida de Carlos Palmieri na madrugada de 9 de junho de 1880. Autor: Promotor público Antônio Borges Sampaio.
Planta baixa de alguns compartimentos do Hotel Estrela identificando a ocorrência do crime. Autor: Promotor público Antônio Borges Sampaio.

Dados do Processo:

Nº: 135
Fundo: Cartório Criminal
Série: Homicídio 
Subsérie: Degolamento
Data: 09 de junho de 1880
Local: Uberaba - MG
Caixa: 037

Texto: Thiago Riccioppo

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Tese de doutorado defendida na Universidade de Bolonha na Itália, utilizou fontes documentais da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba - Hildebrando de Araújo Pontes


História da construção de um objeto de moda entre os séculos XIX e XX nas fronteiras de Minas Gerais: aspectos culturais e materiais 

Por  Maristela Abadia Fernandes Novaes, (2018)

Tese de Doutorado em Investigação em História da Civilização (Universidade de História de Bolonha - Itália)




Esta pesquisa investiga a construção de um Spencer estilo Belle Époque, aqui considerado um documento histórico. Esta peça compunha um vestido de noiva que foi usado em 12 de outubro de 1912, dia do matrimonio de uma jovem de quinze anos, em Villa Platina, hoje Ituiutaba, confins de Minas Gerais, região do sudeste do Brasil.

A pesquisa parte da cultura material para ser desenvolvida no campo da História apoiando-se na abordagem que está entre a micro história e a Global History. A primeira, por se tratar mais da história de uma roupa que na história das roupas; a segunda por inserir o objeto nas relações econômicas, políticas e sociocultural global. Essas abordagens nos permitem uma dimensão palpável da civilização material, como a de Fernand Braudel. Por último, se apoia na abordagem de Marcel Mauss que insere o corpo na cultura material e propõe uma análise do artefato na sua relação com o corpo.




A pesquisa considera os aspectos sócios culturais da sociedade platinense: uma sociedade rural, tradicional no início do período republicano, nominado no Brasil de República Velha. O período em estudo se aproxima daquele nominado Belle Époque e coincidente com o movimento artístico Art Nouveau, na Itália denominado Liberty, termo adotado como referência ao objeto.
 



A pesquisa investiga as relações entre essa sociedade e seu sistema de vestuário e sua ligação com a moda ocidental, considerando a história do objeto. Tem como proposta responder às questões: qual o contexto em que este objeto foi concebido e construído, quem o possuiu e como foi construído? 

Essa tese se estrutura em cinco eixos: 

1.­ A história pessoal da pessoa que possuiu o objeto, 2.O ambiente produtivo, 3. O ambiente formativo dos profissionais do vestuário (costureiras, alfaiates, etc.), 4. O papel da imprensa de moda e da comunicação e 5. A construção do artefato e sua relação com o corpo.

O spencer Liberty é a fonte material na qual essa pesquisa se baseia. Sobre ela foram desenvolvidas tanto a análise material como uma pontual reconstrução filológica do objeto. Além dessa, outras cinco fontes igualmente originais e inéditas foram determinantes para o trabalho que objetivou a reconstrução do contexto de referência: os Livros do Recenseamento Municipal de Villa Platina, no ano de 1904, os Livros Contábeis da empresa Villela Martins & Cia – 1913, o Livro do Lançamento do Imposto Territorial do Estado de Minas Gerais - Munic. de Ituiutaba Nº 2: 1902-1915 e as Atas de reuniões ordinárias e extraordinárias de 25.12.1901 a 17.06.1910 de Villa Platina.

Estas cinco fontes nos permitiram compreender a estrutura sócio, política e cultural do vilarejo em que Inhazinha, a noiva, usou o spencer. Além desses documentos a pesquisa se embasa em diversas fontes primárias e secundárias: bibliográficas, iconográficas, recenseamentos, livros contábeis, periódicos e revistas de moda, periódicos políticos e econômicos, arquivos, testemunhas orais, documentos escritos, objetos manufaturados do período, manuais técnicos de modelagem e costura, matéria prima, etc. O objetivo é compreender os problemas de matéria-prima, de comercialização, dos procedimentos de manufatura, dos custos, das modas e das hierarquias sociais que este artefato nos apresenta nas técnicas de costura e modelagem e sua relação com o corpo que o vestiu.

Palavras-chave: Cultura material, História da Moda, Manufatura de roupas, Belle Époque, Liberty, Brasil.

Para acessar a tese, clique aqui!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Superintendência do Arquivo Público recebe o nome de "HILDEBRANDO DE ARAÚJO PONTES"



A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba recebeu o nome de Hildebrando de Araújo Pontes, uma iniciativa da superintendente do Arquivo Público de Uberaba Marta Zednik de Casanova e aprovada pelo prefeito de Uberaba Paulo Piau Nogueira e Câmara Municipal - vereador Alan Carlos.

O evento ocorreu no dia 7 de junho às 14 horas na sede Arquivo Público na praça da Mogiana e contou a presença do prefeito Paulo Piau, vereadores, historiadores, professores, servidores municipais, parentes de Hildebrando de Araújo Pontes, representantes de diversos segmentos culturais de Uberaba e da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.






segunda-feira, 10 de junho de 2019

Historiador Por Catarina Oliveira



Ensino Superior em Comunicação (Universidade Metodista de São Paulo, 2010)


Historiador é o profissional encarregado de estudar, pesquisar e analisar os acontecimentos do passado e seus impactos e relevância para a época atual. Esses acontecimentos dizem respeito à sociedade, economia, cultura, natureza, espécies, ideias e demais circunstâncias pertencentes ao cotidiano do ser humano. O papel que esse profissional exerce é investigativo, analítico e crítico; feito através do resgate e compartilhamento de memórias importantes para a trajetória da humanidade.


              Foto: Ollyy / Shutterstock.com


Para exercer a profissão é obrigatório portar diploma de curso superior em História em nível de graduação ou pós-graduação, oferecido por instituição de ensino superior devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). A graduação em História pode ser cursada nas modalidades bacharelado e licenciatura, com duração média de 4 anos. Apenas para a licenciatura é obrigatório cumprir o estágio supervisionado. A matriz curricular abrange disciplinas como História Antiga, Medieval, Moderna, do Brasil, da América, da África, da Ásia e Leitura e Interpretação de Textos Clássicos.
            A maioria das graduações em História no país é ofertada em licenciatura, mas se o objetivo for trabalhar para empresas ou como pesquisador, o bacharelado é a opção mais apropriada.
            A rotina de um Historiador é permeada por diversos tipos de documentos pertencentes a diferentes épocas, como fotografias, manuscritos, filmes, objetos, selos, certidões, impressos, gravações e etc.
            O profissional é responsável por datar o fato ou o objeto estudado e assegurar sua autenticidade, analisando sua relevância e significado para a conexão dos fatos. Em suas atividades, selecionam os materiais, executam a devida classificação e relacionam os dados levantados em bibliotecas, estudos, entrevistas, pesquisas arqueológicas e outros meios. Também planejam, implantam e dirigem pesquisas históricas e serviços de documentação e catalogação, além de emitirem pareceres sobre temas históricos.
            A profissão requer perfil curioso, paciente, analítico, que goste de ler, seja imparcial e assuma uma postura de questionamento perante os fatos.
Historiadores encontram muitas oportunidades de trabalho em instituições de ensino, públicas e privadas. Além da tradicional docência, existem outros campos de atuação: consultor de assuntos históricos para produções artísticas, elaboração de materiais didáticos, assessoria para turismo histórico, curadoria de museus, produção de livros didáticos e paradidáticos, organização de exposições e ações de preservação do patrimônio histórico são algumas possibilidades.
            O Historiador exerce uma missão que sempre será necessária e relevante, independente da época e progresso atingidos.
            Esse profissional faz mais do que exercer um ofício importante, é produtor e divulgador de um patrimônio cultural inestimável: o conhecimento histórico da humanidade.
Arquivado em: HistóriaProfissões


sexta-feira, 10 de maio de 2019

100 anos da ABCZ: Da Sociedade do Herd Book Zebu à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu


Década de 1919 - 1930

1919
Fundação e escolha no dia 16 de Fevereiro da primeira diretoria da Sociedade do Herd Book Zebu – SHBZ, após iniciativas dos criadores Fernand Ruffier e Alceu de Miranda no ano de 1918 com a publicação de edital de convocação para formação da entidade no jornal Lavoura e Comércio. A SHBZ foi a primeira entidade oficial a registrar a genealogia das raças de Zebu no mundo. Funcionou no Jockey Club de Uberaba, depois na Câmara Municipal e por fim, na residência de Joaquim Machado Borges, onde eram realizadas as reuniões até a criação do primeiro Parque de Exposições de Uberaba em 1935. Compunham a diretoria: Geraldino Rodrigues da Cunha, Manoel Borges de Araújo, Alceu Miranda, Antônio Borges de Araújo, José Caetano Borges, José Afonso Ratto e Raimundo Soares de Azevedo. No total a SHBZ contou com 97 fundadores.

1922
Criação da Sociedade Pastorial do Triângulo Mineiro (SPTM), com apoio da diretoria do SHBZ, visando divulgar e exportar animais para amenizar a grave crise econômica verificada na região do Triângulo Mineiro.

1924
Criadores norte-americanos do Texas, influenciados pelo sucesso do Herd Book Zebu de Uberaba, implantam livro similar para registro da raça Brahman.

1926
O Coronel José Caetano Borges apresenta uma nova raça denominada “Induberaba”, a primeira raça de zebu legitimamente brasileira.

1929
Além da crise mundial de 29, a peste bovina ajuda a forçar a interrupção de transações de gado gordo no Triângulo Mineiro, Goiás, Mato Grosso e São Paulo com seus frigoríficos exportadores. Esta situação leva a SHBZ ao declínio nos anos seguintes.

Certificado de Registro de gado da Sociedade do Herd Book Zebu fundada em 1919. Acervo: MZ

 Fidélis Reis – Último presidente da SHBZ e primeiro da SRTM. Acervo: MZ.


Palacete de Joaquim Machado Borges, primeira à esquerda. Nesta residência eram realizadas as reuniões da SHBZ e nela foi fundada a SRTM, local onde ocorreram suas primeiras reuniões na década de 1930. Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Marca timbrada da Sociedade Pastoril do Triângulo Mineiro. Pode-se dizer este seja o primeiro modelo que viria a se tornar o símbolo do “Caranguejo”, marca da SRTM e da ABCZ. Acervo: MZ.



Década de 1930

1934
Inauguração da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro (SRTM) em 18 de julho.

1936
É assinada a Convenção de Roma para unificação do Registro Genealógico das Raças Bovinas e o Brasil se torna signatário do acordo;
Durante a 2ª Exposição da SRTM, de um total de 121 animais inscritos, 101 são da raça Indubrasil, 9 Guzerá, 6 Nelore e 5 Gir.

1937 
Notícias sobre o início do uso do capim Colonião em São Paulo. A média nessa década é de apenas 11% dos registros de Nelore na SRTM.

1938
Firmado um convênio com o Ministério da Agricultura para a realização dos Registros Genealógicos das Raças Bovinas de Origem Indiana, em regime de Livro Aberto, em todo território nacional.

1938
São definidos os padrões raciais das raças Gir, Guzerá, Nelore e Indubrasil. Realizados os primeiros registros no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte;
Homologação pelo Ministério da Agricultura do “Indubrasil” como nova raça.

1939
Lançamento da revista “Zebu”. Criado o emblema oficial do SRTM, o “caranguejo” no formato de um triângulo equilátero e a letra (M), representando a ideia “Triângulo Mineiro”. Por iniciativa de José Caetano Borges é erguido um monumento em homenagem ao touro “Lontra”, um dos primeiros zebuínos introduzidos em Uberaba. ·A SRTM conta com 165 associados nesse ano.


 1934 - Fachada da Santa Casa da Misericórdia durante a exposição que marca a fundação da SRTM. Acervo: MZ.




1935 – Inauguração da sede da SRTM e primeiro recinto de exposições. Acervo: MZ.


1º emblema do “caranguejo”, marca da SRTM. Acervo: MZ.



  1938 – Presidente Getúlio Vargas marca o touro número -1. Homologação do registro genealógico da SRTM pelo Ministério da Agricultura. Acervo: MZ.




1938 – Presidente Getúlio Vargas assina autorização para abertura do RGZ - Registro Genealógico das raças zebuínas. Acervo: MZ.

1939 – Inauguração do obelisco em homenagem aos 50 anos da entrada de um dos primeiros zebuínos em Uberaba, o touro Lontra. Acervo: MZ.



Década de 1940


1941
O touro Aragão é vendido por 500 contos de reis bem no início da década. A título de comparação, uma fazenda de 700 alqueires alcança esse mesmo valor nessa época;
Inaugurados o Parque Fernando Costa, a Fazenda Experimental Getúlio Vargas e a sede da SRTM.

1942
A SRTM que em 1939 registra 165 membros alcança 516 associados nesse ano, quando é lançada uma campanha para se atingir 1.500 associados.

1946
Tem início a operação da Usina de Volta Redonda, o que facilita aos fazendeiros o acesso ao arame farpado. Após o período de auge propiciado pela Segunda Guerra, uma medida governamental que limita a liberação de crédito bancário para compra de gado leva à falência inúmeros criadores de zebu. O preço de um animal de grande valor genético agregado é praticamente o mesmo de um comum de corte (o chamado vale quanto pesa);
Exportação de animais vivos para o México. Implantam-se na Fazenda Experimental de Criação (FEC) núcleos de Gir, de Nelore, de Guzerá e de Indubrasil, com a intenção de formar um “Zebu Leiteiro”. Zebuínos são exportados para o Paraguai, país onde esse gado é saudado como “o único capaz de salvar a pecuária local”.

1941 - Notícia do Jornal Lavoura e Comércio sobre as inaugurações do Parque Fernando Costa, nova sede da SRTM e Fazenda Experimental de Criação. Acervo: MZ.


1941 – Min. Fernando Costa, Pres. da República Getúlio Vargas, Pres. da SRTM José de Souza Prata e Gov. de Minas Gerais Benedito Valadares na inauguração Parque Fernando Costa. Acervo: MZ.



Segunda sede da SRTM situada na rua Manoel Borges e inaugurada em 1941. Acervo: MZ.


                       1946 – Exportação  de zebuínos para o México. Acervo: MZ.



Fac-Simile do cheque emitido pelo Coronel Antenor Machado de Azevedo pela comprado Touro Aragão. Acervo: MZ.




Década de 1950

1950
O capim Colonião começa a penetrar em algumas regiões de Goiás e Mato Grosso;
O registro genealógico da raça Nelore salta de 10,8% em 1939 para 22% em 1950.

1951
Nasce o reprodutor “Chave de Ouro”, um dos maiores genearcas de toda história da raça Gir.

1952
Importante importação para o país de animais da raça Sindi, através do Paquistão feita por Felisberto de Camargo.

1954
Decretada a “Lei do Reajustamento”, medida oficial que contribui para acabar com a crise que assola a pecuária há mais de uma década.

1954
Publicado por Antônio Mies Filho e Augusto José Rosa os primeiros resultados com sêmen bovino congelado em gelo seco e álcool no Brasil, com resultado de 54% de vacas prenhas.

1957
Mesmo enfrentando barreiras governamentais, Joaquim Martins Borges importa um lote de gado da Índia que entra no Brasil pela Bolívia.

1958
O veterinário David E. Bartlett da American Breeders Service (ABS) apresenta ao Brasil uma técnica inovadora de inseminação de sêmen congelado em nitrogênio.

1959
Criada a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), órgão que tem participação efetiva no incentivo e financiamento de raças zebuínas na região mineira.




1953 – Pres. da SRTM –Adalberto Rodrigues da Cunha, Pres. da República Getúlio Vargas, Vice-pres. da República Café Filho e Governador de Minas  Juscelino  Kubitschek em churrasco na Fazenda Experimental de Criação. Acervo: MZ.

            
1959 – Augusto José Rosa, Hugo Prata, Paulo Pinto Brown e José Antônio Dias da Costa Aroeira realizam a primeira experiência de inseminação artificial em Uberaba na Fazenda Experimental Getúlio Vargas. Acervo: MZ.
  


1954: Manchete do Jornal Lavoura e Comércio noticiando o decreto assinado por Getúlio Vargas sobre o perdão da dívidas dos pecuaristas do Triângulo Mineiro. Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.


1959 - 1º Leilão de zebuínos em Uberaba realizado na Fazenda Experimental Getúlio Vargas. Acervo: MZ.


1959 – Cartaz da 1ª Exposição Nacional de zebuínos. Acervo: MZ.



Década de 1960

1960
Iniciado o programa de controle leiteiro de particulares pela Fazenda Experimental de Criação de Uberaba (FEC).

1960/1963
Celso Garcia Cid, Torres Homem Rodrigues da Cunha, Veríssimo Costa Júnior e Rubens Andrade de Carvalho realizam umas das mais importantes importações de zebuínos para o Brasil.

1964
Criado o Estatuto da Terra, fundamentando a função social da propriedade rural.

1967
Fundado no Paraná por Celso Garcia Cid o primeiro laboratório de coleta de sêmen bovino;
Durante a gestão Edilson Lamartine Mendes a SRTM se transforma em Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

1968
A ABCZ dá início às Provas Zootécnicas, que se tornam com o passar dos anos os pilares das avaliações genéticas. As provas integram um amplo programa nacional de melhoramento do Ministério da Agricultura, denominado PRONAMEZO, e particularmente o Prozebu;
É criado um serviço de coleta de sêmen do touro importado Karvadi em Araçatuba - SP;
A raça Nelore supera a raça Gir em números de registros genealógicos, com 51,7% ante 27,6% respectivamente.

1969
A raça Nelore variedade Mocha tem seus primeiros registros realizados pela ABCZ em 25 de fevereiro.

Importadores da década de 1960 Torres Homem R. da Cunha, Nenê Costa, Rubico de Carvalho, Jacinto Honório da S. Filho e Celso Garcia Cid. Acervo: MZ.

Imagem do touro Karvadi com seu antigo proprietário indiano, Polavarpu Hamumaiah (segundo à direita). O terceiro à direita é Primeiro-ministro da Índia Nehru. Acervo: MZ.

Pres. da SRTM – Adalberto R. da Cunha discursa na abertura da 26ª Expozebu ao lado do criador Mário Franco e o Pres. da República Juscelino Kubitschek. Acervo: MZ.

            1967 – Diretoria da SRTM que a transformou em ABCZ. Acervo: MZ.


    Reunião da Diretoria que transformou a SRTM em ABCZ em 1967. Acervo: MZ.



Década de 1970

1970
A ABCZ se torna a entidade coordenadora das exportações de zebuínos com o aval do Ministério da Agricultura;
A introdução da braquiária nas década anterior possibilita uma verdadeira revolução no campo que agora se expande por regiões onde a pecuária tinha baixa penetração, possibilitando a partir de então altos níveis de produção, especialmente na região do Cerrado;
Surgem as grandes centrais de genética bovina no País, tendo como resultado a disseminação da inseminação artificial ao longo de toda década.

1971
As Provas de Ganho de Peso são oficializadas pela ABCZ.
A ABCZ dá início ao Registro Genealógico da raça Tabapuã.

1972
É fundada a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada diretamente ao Ministério da Agricultura.

1974
A ABCZ instituiu a Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias (FUNDAGRI), entidade que se torna a mantenedora da Faculdade de Zootecnia de Uberaba (FAZU) inaugurada no ano seguinte.
Tem início o Controle Leiteiro oficial da ABCZ.

1976
Em 31 de janeiro foram registrados pela ABCZ os primeiros animais da raça Gir, variedade Mocha.

1977
O Governo Federal autoriza a doação do Parque Fernando Costa à ABCZ e no ano seguinte é fundada a nova sede da entidade.

1979
É lançada a Revista ABCZ;
Nessa década ocorre uma forte expansão das fronteiras agrícolas, ampliando o alcance da pecuária, agora em direção a região Centro-Oeste do País.

              1970 – Visitantes em pavilhão durante prova de ganho e peso. Acervo: MZ.

Primeira Sede da FAZU , hoje funciona a Prefeitura Municipal de Uberaba PMU. Acervo: MZ.

       1977/78 – Construção da nova sede da ABCZ no Parque Fernando Costa. Acervo: MZ.

               1978 – Fachada da recém-construída sede da ABCZ. Acervo: MZ.




Década de 1980

1981
Instalado o Centro de Processamento de Dados da ABCZ.

1984
Em parceria com a Embrapa, a ABCZ lança o primeiro Sumário Nacional de Touros das Raças Zebuínas – um grande passo para a evolução das avaliações genéticas que permanecem atuais;
Inaugurado no Parque Fernando Costa, em Uberaba, o Museu do Zebu Edilson Lamartine Mendes;
Criado o título de Honra ao Mérito pela ABCZ destinado àqueles que contribuíram para a difusão da pecuária zebuína.

1985

Implantado o teste de Progênie para leite pela EMBRAPA/ Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite (CNPGL); Essa década é marcada pela pesquisa agropecuária, com a assistência técnica e a extensão rural, promovendo soluções para desenvolvimento do espaço rural, que assim ganha maior dimensão e entra em uma nova fase com maior oferta de produtos, diminuição de custos e maior competitividade.


1981 – Implantação do CPD – Centro de Processamento de Dados da ABCZ. Acervo: MZ.

 1981 – Pres. da ABCZ Manoel Carlos Barbosa, Pres. da República João Batista Figueiredo, Gov. de Minas Francelino Pereira, Mardônio Prata dos Santos e Afrânio M. Borges durante a Expozebu. Acervo: MZ.


 Casarão no Parque Fernando onde foi instalado o Museu do Zebu em 1984. Acervo: MZ.


Construção dos prédios da FAZU – Faculdade de Zootecnia de Uberaba. Acervo: MZ.



Década de 1990

1990
Vários países da América do Sul passam a ter como referência o modelo do Serviço de Registro Genealógico mantido pela ABCZ.

1992
Nesse ano 34% das pastagens do Centro-Oeste que incorporaram novas tecnologias na produção, incluindo com corretivos e adubação, tem uma melhora de 8,8 Kg de carne/ano em um hectare de pastagem cultivada para 16,5 Kg/ano com manejo mínimo;
O Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) é lançado oficialmente durante a EXPOZEBU. Até essa data são mais de 12 milhões de animais avaliados, auxiliando os criadores a identificarem os bovinos mais precoces, mais férteis, com melhores índices de ganho de peso ou de produção leiteira. São base para a coleta de dados e informações que alimentam o PMGZ as seguintes provas zootécnicas: o Controle de Desenvolvimento Ponderal (CDP), as Provas de Ganho de Peso (PGP) e o Controle Leiteiro (CL).

1994
A Expozebu alcança dimensão internacional;
A raça Brahman recebe autorização do governo para ser introduzida o Brasil;
É fundada em Londrina, a Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB). Em 1997 sua sede foi transferida para Uberaba.

1995
O IBGE identifica que 40% das propriedades rurais eram produtoras de leite.

1996
A ABCZ integra uma missão oficial e visita a Índia juntamente com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Nessa oportunidade é firmado um protocolo de intenções de intercâmbio de material genético de zebuínos entre os dois países;
É introduzida nas Provas de Ganho de Peso da ABCZ a modalidade pasto. Ocorre também a disseminação do uso da sofisticada técnica de Transferência de Embriões;
Com o surgimento da doença da “vaca louca” na Europa, a carne brasileira ganha novos mercados do Velho Mundo. O Brasil se beneficia por suas características de criação a pasto, método que apresenta vantagens em relação ao confinamento de animais na Europa;
Disseminação da produção industrial do leite longa vida.

1998 
Primeiro registro de um zebuíno pela ABCZ na Índia.

 1991 – Multidão de frente a pista de julgamento durante a abertura de Expozebu. Acervo: MZ. 


Pres. da República Fernando Henrique Cardoso visita a Índia com comitiva da ABCZ para firmar protocolo bilateral sobre intercâmbio de material genético zebuíno. Acervo: MZ.
       
1994 – Abertura oficial da 1ª Expozebu Internacional. Acervo: MZ.


Rômulo Kardec de Camargos com comitiva da ABCZ registra o primeiro na Índia em 1998. Acervo: MZ.


1998 - Visita do Presidente da Índia Kocheril Raman Narayana a Expozebu, acompanhado à esquerda do Gov. de Minas Eduardo Azeredo e à direita do Pres. da ABCZ José Olavo B. Mendes e do Prefeito de Uberaba Marcos Montes. Acervo: MZ.


Década de 2000


2000
Na virada desse milênio 70% das propriedades brasileiras, a maior parte de pequenas propriedades pratica algum tipo de pecuária. O Brasil registra 100 milhões de hectares cultivados com pastagens artificiais distribuídas em quase 1,8 milhões de propriedades, dando emprego a 7 milhões de pessoas;
No início do milênio cerca de 49,4 milhões de hectares produtivos encontram-se no bioma Cerrado e 90% da carne brasileira é produzida a pasto.

2003
É criado o “BrazilianCattle” em parceria com a Apex-Brasil, com o objetivo de exportar zebus e seu pacote tecnológico agregado.

2004
O Brasil detém o maior rebanho comercial do mundo com 175 milhões de cabeça.

2006
A Expozebu desse ano é marcada pela volta do julgamento da raça Sindi, nesse caso, com 30 animais inscritos. O Sindi apresenta-se com uma excelente alternativa especialmente para o semiárido nordestino graças a sua rusticidade.

2008
Em dezembro chega da Índia uma primeira remessa de embriões zebuínos das raças Gir, Guzerá e Nelore. Nos anos seguintes, novas remessas de material chegam ao Brasil.

2008
Lançamento da Expogenética.

2009
O Ministério da Agricultura e Pecuária autoriza a ABCZ a realizar os primeiros registros de zebuínos clonados.

2013
É criado o Departamento de Pesquisa na ABCZ.

2017
Lançamento dos PMGZ-Internacional e PMGZ-Genômica.
               2009 - Registro do primeiro animal clonado realizado pela ABCZ. Acervo: MZ.

2006 - Zebuínos selecionados na Índia para coleta de material genético a ser enviado ao Brasil. Acervo: MZ.



 Hospital Veterinário de Uberaba. Acervo: MZ.

      2013 – Realização da 1ª Expozebu Dinâmica. Acervo: MZ. 

        
2017 – O presidente da ABCZ, Arnaldo Manoel Machado Borges, realiza a primeira marcação do PMGZ.


Números Gerais da Pecuária Brasileira
  • Com 221 milhões de bovinos o Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes - ABIEC);
  • O PIB da pecuária brasileira representou 430 bilhões de reais do PIB total da economia em 2017 (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA/ESALQ);
  • Cerca de 80% do rebanho é composto por animais de ascendência das raças zebuínas (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes - ABIEC);
  • O setor da pecuária gera matéria-prima básica para 50 produtos industriais;
  • Na reparação do período de maior recessão econômica brasileira, o PIB do agronegócio registrou crescimento de 3,6% em 2017 (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes - ABIEC).

Pesquisa e texto: Thiago Riccioppo -  Mestre em História pela Universidade Federal de Uberlândia UFU; Historiador da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba  e Gerente Executivo da Fundação Museu do Zebu Edilson Lamartine Mendes.