quarta-feira, 25 de junho de 2008

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - DE 1837 AOS DIAS ATUAIS

A Câmara na época do Império: os agentes executivos

No Império, todo o poder era centralizado na cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil e na figura do Imperador. As Câmaras Municipais tinham pouca atuação e nenhuma autonomia e as leis eram elaboradas na Assembléia Provincial da cidade de Ouro Preto.
A Lei provincial nº 28 de 22/02/1836, no art. 1º, eleva o Arraial de Santo Antônio de Uberaba à condição de vila. O art. 3º estabeleceu que os habitantes do novo município eram obrigados a construir, às suas custas, a casa para as sessões da Câmara Municipal, júri e uma cadeia segura, conforme plano determinado pelo governo.



Irmão de Major Eustáquio, nasceu em Ouro Preto. No Desemboque ocupou o cargo de Juiz de Órfãos. Depois do falecimento de sua esposa, transferiu-se para Uberaba, onde exerceu as funções de Juiz Municipal e Delegado de Polícia.
Em 07 de janeiro de 1837, período da Monarquia, a Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba, foi instalada e Capitão Domingos, pertencente ao Partido Liberal, eleito o agente executivo. Na época, um raio atingiu o prédio da Câmara, destruindo o telhado, as paredes e os documentos da sua gestão.
Apesar da ausência de registro documental, alguns memorialistas, contemporâneos do Cap. Domingos, afirmam que durante seu mandato ocorreram: o 1° orçamento da vila de Uberaba, provendo despesas com pessoal, expediente e construção do chafariz no largo de Matriz, a inauguração da 1ª escola pública provincial (1838), o provável início da edificação da Igreja do Rosário, a inauguração do cartório e da agência postal (1839) e o início da construção – sob responsabilidade do Frei Eugênio de Gênova, onde atualmente se localiza o Centro de Cultura José Maria Barra – do cemitério público, no terreno da antiga matriz (1841). Segundo TEIXEIRA (2001), a Câmara, nessa época, era dividida em seis distritos: de Uberaba, do Santíssimo Sacramento, de Dores do Campo Formoso (Campo Florido), de Nossa Senhora do Carmo Morrinhos (Prata), de São João do Tijuco (Ituiutaba) e Monte Alegre. Frutal e Conceição das Alagoas tornaram-se distritos posteriormente, entre 1858 e 1859.

terça-feira, 24 de junho de 2008

BREVES HISTÓRICOS

Mercado Municipal
Década de 1920
O Mercado Municipal de Uberaba foi inaugurado no dia 2 de agosto de 1924, durante a administração do Agente Executivo Geraldino Rodrigues da Cunha, e tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal pelo Decreto nº 1903, em 19 de agosto de1999.
Além das relações tipicamente comerciais destinadas ao consumo da população, sua história é marcada por encontros e conchavos políticos e por acontecimentos culturais e de lazer aos domingos e feriados.

Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Década de 1950

O prédio que hoje abriga a UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), foi construído no começo do século XX e serviu inicialmente para abrigar a Penitenciária de Uberaba. Sua planta foi assinada pelo arquiteto Luigi Dorça.
No ano de 1954, passou a ser ocupada pela Faculdade de Medicina de Uberaba. A federalização da Faculdade ocorreu no dia 18 de outubro de 1960, pela Lei n.º 9856, assinada pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek, acompanhado do Deputado Federal, Mário de Assunção Palmério.
Em 2005, o complexo educacional, conhecido como FMTM (Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro), ampliou-se, transformando-se, na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).

Centro Administrativo “Jornalista Ataliba Guaritá"
imagem: Jornal de Uberaba

O edifício em que o Centro Administrativo está instalado atualmente, foi inaugurado em 1962 e serviu, de 1965 a 1974, ao Instituto Marcelino Champagnat, dirigido pelos Irmãos Maristas, que mantinham no local uma Escola de Aplicação com ensino noturno para os alunos do bairro, e um Seminário Maior da Província do Rio de Janeiro. Em 1974, os religiosos encerraram as suas atividades e o prédio foi alugado à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu –ABCZ, que manteve funcionando no edifício a Faculdade de Zootecnia, até 1985.
A Prefeitura Municipal de Uberaba adquiriu o prédio e, depois de uma ampla reforma, transferiu para o local o Centro Administrativo da Prefeitura inaugurado no dia 12 de agosto de 2004. Seu nome é uma homenagem ao jornalista uberabense Ataliba Guaritá Neto.

Igreja Santa Rita

1900
A sua construção inicial é atribuída ao Agente de Correios de Uberaba, Cândido Justiniano da Lira Gama, em 1854. O comerciante, Manoel Joaquim Barcelos, ampliou o prédio em 1877. A edificação – que mantém o estilo colonial desde a ampliação - foi incorporada, em 1939, ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, no ano de 1987, transformada em Museu de Arte Sacra.

Igreja de São Domingos
Década de 1930
Foi a primeira Igreja Dominicana fundada no Brasil e teve a sua construção iniciada em 1899, sendo inaugurada, em 01 de outubro de1904.
Seu estilo é neogótico, de acordo com as construções bizantinas. Como a pedra tapiocanga era abundante na região, ela foi largamente usada na edificação e os tijolos foram empregados apenas para definir os vãos, abóbodas e arcos. Apesar de ter sido construída pela Congregação dos Padres Dominicanos, está, desde 2003, sob a administração da Arquidiocese de Uberaba.

Igreja Nossa Senhora da Abadia
Década de 1930
No dia 11 de agosto de 1881, a Câmara Municipal de Uberaba concedeu a licença para o Major Eduardo Formiga, contruir uma Capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Abadia, no Alto da Misericórdia (hoje, bairro Abadia). Um ano depois, em 15 de agosto de 1882, realizou-se a primeira festa em sua homenagem .
A Capela ficou concluída em 1899 e foi elevada à condição de Paróquia no dia 16 de julho de 1921. O número de fiéis foi aumentando e a Santa foi transformada em padroeira da cidade.
Atualmente, durante a primeira quinzena do mês de agosto, comemora-se a tradicional festa de Nossa Senhora da Abadia, com procissões, missas, barraquinhas, parque e leilões.

Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa
imagem: santuariomedalhauberaba.blogspot.com/

O Mosteiro da Imaculada Conceição da Divina Providência e de São José, conhecido como Mosteiro da Medalha Milagrosa, foi fundado, em Uberaba, no ano de 1949. O culto a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa foi introduzido pelo Professor Djalma Alvarenga, no ano de 1955. O número de fiéis cresceu e decidiu-se providenciar um local mais amplo. Com isso, foi construído um Santuário com capacidade para 5.000 pessoas que atrai visitantes de todo o país e fez de Uberaba um centro de expansão do culto à Medalha Milagrosa. A festa dedicada à Santa é comemorada no dia 27 de novembro.

Igreja Santa Terezinha

Década de 1950
A primeira capela construída em homenagem a Santa Terezinha foi inaugurada no dia 31 de março de 1929, no bairro do Fabrício. Com a chegada dos Padres Capuchinhos, iniciou-se uma nova Igreja, em 1949, mais ampla e mais espaçosa com características neo-românicas. Passou a funcionar a partir do ano de 1962, sendo que suas obras se encerraram definitivamente em 1966. Em 1965, a Igreja acolheu os restos mortais do Frei Eugênio Maria de Gênova, conhecido como “Padre Mestre”.

Catedral

Década de 1930
A Igreja Santo Antonio e São Sebastião de Uberaba, antiga Matriz da cidade, começou a ser construída em 1827 e foi inaugurada no ano de 1853. Seis anos depois, seu frontispício recebeu duas torres e no seu interior foi construído o altar-mor.
No ano de 1896, as duas torres foram demolidas para a edificação de uma única torre, em estilo neogótico, respeitando os padrões das construções portuguesas do século XVI. Em 1926, ocorreu a transferência da Catedral Metropolitana do Sagrado Coração de Jesus, da Diocese de Uberaba, que se localizava no Alto das Mercês, para a antiga Matriz.

Avenida Presidente Vargas

Década de 1930
No século XIX, o local era conhecido como Largo do Rosário e, em 1900, passou a ser denominado Praça do Rosário. No centro da Avenida, próximo à Rua Artur Machado, havia a Igreja do Rosário, construída pelos escravos, em 1840. Seu estilo arquitetônico era semelhante ao da Igreja Santa Rita. Era comum a realização de festividades religiosas, como as Festas de Nossa Senhora e a coroação dos Reis Congos. Muitas pessoas vinham à cidade na ocasião desses eventos. Ela foi demolida em 1924.
Em 1930, pela portaria municipal nº 70 passou a se chamar Avenida João Pessoa e no Decreto n.º 96, de 1938, teve o nome mudado para Avenida Presidente Vargas.

Praça Dom Eduardo
1938
No ano de 1907, o primeiro Bispo de Uberaba, Dom Eduardo Duarte Silva, instalou a Catedral do Sagrado Coração de Jesus, no Alto das Mercês, frente a uma praça. Até 1911, essa praça era conhecida como Praça das Mercês.
Em homenagem a Dom Eduardo, a praça, onde hoje se situa a Paróquia Santíssimo Sacramento, recebeu o nome atual.

Praça Comendador Quintino
Década de 1930
Praça que abriga uma das escolas mais antigas de Uberaba, o Grupo Brasil e o busto da Mãe Preta. João Quintino Teixeira veio para Uberaba por volta de 1840 e aqui exerceu os cargos de Juiz Municipal, Suplente Delegado de Polícia, Vereador e Deputado Provincial, além de ter sido Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional da região de Uberaba e Prata.

Praça Rui Barbosa

1956
É o mais antigo logradouro público de Uberaba e sua origem está relacionada à construção de um chafariz e ao ajardinamento do local, conhecido como Largo.
Também já foi chamado de Largo da Matriz Nova, Largo da Matriz, Praça Afonso Pena (1894 – 1916) e, finalmente, Praça Rui Barbosa.
O local passou por sucessivas reformas ao longo dos anos. Na década de 1920, palmeiras imperiais, cortadas em 1940. No século XIX, paralelepípedos, substituídos por bloquetes, em 1956. A última remodelação ocorreu em 1992.

Praça Henrique Krüger

Década de 1950

Conhecida como Praça do Correio, seu conjunto abriga bancos, árvores, lanchonete, atividades comerciais e o prédio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, tombado pela lei nº 4.554, de 24 setembro de 1990. Seu nome é uma homenagem a Henrique Von Krügger Schroeder, conhecido como o “médico da pobreza”. Ele foi um dos fundadores do Hospital São Luís (atual Pronto-Socorro de Fraturas).

Parque Municipal Mata do Carrinho


imagem: Jornal de Uberaba


Localizado na avenida João XXIII, constitui uma área de 133.000 m², parte das terras de um antigo fazendeiro cujo apelido era Carrinho. O parque é composto por uma mata nativa com mais de 60 espécies: Jequitibás, Cedros, Ipês, Perobas e outras. Possui também áreas para lazer e descanso, quadras de areia, pista para cooper e abriga ainda a Sociedade Orquidófila de Uberaba.

Parque Municipal Mata do Ipê
imagem: www.phothografos.com.br

Parque repleto de vegetação típica do serrado e espécies de mata ciliar. Ocupa uma área aproximada de 35.000 m² e do solo brotam minas de água que formam cascatas e um pequeno lago. No parque há trilhas de pedras tapiocanga, bancos, pontes e animais como gansos e peixes.
*Todos as imagens sem créditos pertencem ao acervo do APU.

BIOGRAFIAS DE ALGUMAS PERSONALIDADES QUE NOMEIAM ALAMEDAS, AVENIDAS, PRAÇAS E RUAS DE UBERABA


Acervo do Arquivo Público, disponível para pesquisa.

A - Abel dos Santos Anjos, Abílio Borges Araújo, Absalão Gomes da Silva, Adherbal Silveira Polveiro, Afonso Restivo, Afrânio de Melo Franco, Alaôr Gomes, Alberto Martins Fontoura Borges, Alceu Amâncio de Souza, Aleixo Vasques, Alexandre Campos, Álvares Cabral, Allan Kardec, André Luiz Santiago, Ângelo Prieto, Antenor Gonçalves, Antônio Borges Araújo, Antônio Carlos, Antônio Dal Secchi, Antônio Próspero, Antônio Salge, Aristides Borges, Artur Machado, Augusto Borges de Araújo, Aurélio Stacciarini e Avenir Miranzi.

B – Barão da Ponte Alta, Barão de Ituberaba, Barão do Rio Branco, Benjamim Bernardino da Costa Júnior, Benjamim Constant, Bernardo Guimarães, Brasilino Sivieri e Bruno Martinelli.

C – Caetano Cardosi, Campos Sales, Cândida Mendonça Bilharinho, Capitão Domingos, Carlos Tasso Rodrigues da Cunha, Carmo Caetano Valicente, Castro Alves, Casusa, Cláudio Francisco da Silva, Clóvis da Cunha Prata, Coronel Alfredo Moreira, Coronel José Caetano Borges, Coronel José Ferreira, Coronel Lannes José Bernardes, Coronel Manuel Borges, Coronel Randolfo Borges de Araújo, Coronel Sampaio, Couto Magalhães e Crispiniano Tavares.

D – David Carvalho, Delfim Moreira, Delfino Gomes, Deputado João Henrique, Deputado José Marcus Cherém, Desembargador Lauro Savastano Fontoura, Dolores Cunha Campos, Dom Luiz Santana, Dom Pedro I, Dona Maria Santana Borges, Dona Rafa Cecílio, Donaldo Silvestre Cicci, Donato Cicci, Doutor Adjuto, Doutor Aldo Furiatti, Doutor Antônio José de Barros, Doutor Aristides Cunha Campos, Doutor Boulanger Pucci, Doutor Des Genettes, Doutor José de Souza Prata, Doutor José Ferreira, Doutor José Maria dos Reis, Doutor José Mendonça, Doutor Joubert de Carvalho, Doutor Lênio de Oliveira Lima, Doutor Ludovice, Doutor Mário Azevedo, Doutor Milton Campos, Doutor Mozart Furtado Nunes, Doutor Odilon Fernandes, Doutor Paulo Pontes, Doutor Paulo Rosa, Doutor Ronaldo Cunha Campos, Doutor Zeferino e Durval Furtado Nunes.

E – Edson Gonçalves Prata, Edson Quirino de Souza, Egídio Botta, Egídio Fantato, Emílio Scussel e Epitácio Pessoa

F – Felipe Aché, Felipe Camarão, Fernando Costa, Filomena Cartafina, Francisco Borges de Araújo, Francisco Fava, Francisco Pagliaro, Frederico Rocha Pardi e Frei Eugênio.

G – Gastão Vieira de Souza, General Osório, George Chirée Jardim, Gonçalves Dias e Governador Valadares.

H – Hildebrando Pontes.

I – Ismael Machado, Isoldino Corrêa, Ivone Carvalho De Vito e Izaltina Rodrigues Santana.

J – Jaime Bilharinho, João Aureliano Oliveira, João Batista Jacques Gonçalves, João Caetano, João Cândido, João Luiz Alvarenga, João Machado Borges, João Pedro Fernandes, João Pessoa, João Pinheiro da Silva, João Prata Júnior, João Rodrigues Villaça, João Scussel, Joaquim Paiva, Joaquim Thomaz da Silva (Cassiano), Jornalista Ari Oliveira, José Bento Júnior, José Bonifácio, José Clemente Pereira, José de Alencar, José de Castro Dessen, José do Patrocínio, José Machado Borges e Jurandyr Cordeiro.

L – Lamartine Mendes, Lauro Borges, Leonardus Paulus Smeele, Leopoldino de Oliveira, Lucas Borges, Luís Soares, Luiz Guaritá, Luiz Medina Coeli e Luiz Próspero.

M – Maestro Alberto Frateschi, Major Cesário, Major Eustáquio, Marechal Deodoro, Mário Sivieri, Marquês do Paraná, Martim Francisco, Melvin Jones, Mizael Cruvinel Borges, Monsenhor Inácio, Monte Alverne e Moreira César.

N – Nair de Castro Moraes, Newton Prata da Costa, Nicola Natale e Niza Marquez Guaritá.

O – Olegário Maciel, Olga de Oliveira, Olímpia Cassimiro Mendonça, Orlando Rodrigues da Cunha, Osório Rodrigues da Cunha, Oswaldo Cruz, Ovídio Nicolau De Vito e Ozéias Gomes Santos.

P – Padre Anchieta, Padre Eddie Bernardes da Silva, Padre Francisco Rocha, Padre Jerônimo, Padre Leandro, Padre Sebastião Bernardes Carmelita, Paulo José Derenusson, Pedro Floro, Pires de Campo, Presidente Artur Bernardes, Presidente Vargas, Professor Chaves, Professor Eurípedes Barsanulfo, Professor José Macciotti, Professor Leôncio Ferreira do Amaral, Professor Terra e Prudente de Morais.
Q – Quintiliano Jardim e Quirino Luís da Costa.

R – Rafael Rosano, Randolfo Borges Júnior, Randolpho Melo Resende, Raul Jardim, Raymundo Soares de Azevedo, Ricardo Gonçalves Árabe, Ricardo Misson, Rigoleto de Martino, Rodolfo Machado Borges e Rui Barbosa.

S – Salvador Cicci, Santa Beatriz Silva, Santa Luzia, Santo Antônio, Santo Antônio, Santos Dumont, Santos Guido, São Benedito, São João, São José, São Pedro, São Vicente de Paulo, Sebastião Francisco Dutra, Sebastião Manoel de Camargo, Senador Feijó, Senador Pena, Silva Jardim, Silvério Cartafina, Silvério José Bernardes e Sílvio Mendonça.

T – Tancredo Neves, Taufic Facure, Teixeira de Freitas, Teófilo Benedito Otoni, Terezinha Campos Waack, Tiradentes, Tobias Rosa, Tonico dos Santos e Tristão de Castro.

V – Valter Assim Vallim, Vereador Jamir Abdalla, Victório Varotto, Vidal de Negreiros, Vigário Silva, Vinícius de Morais, Visconde de Uruguai e Visconde do Rio Branco.

Y – Yolanda Derenusson Silveira

*Pesquisa de Dorival Luiz Cicci, publicada no jornal Lavoura e Comércio entre 1999 e 2001.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

EVOLUÇÃO DO BRASÃO DO MUNICÍPIO DE UBERABA

Brasão

Segundo o dicionário, o verbete Brasão significa: 1. insígnia ou distintivo de pessoa ou família nobre, conferidos, em regra por merecimento; escudo de armas. 2. P. ext. Divisa, emblema. 3. Fig. honra, glória. 4. Heráld. conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no campo do escudo ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, de um soberano, de uma família, de corporação, cidade, etc. (HOLANDA, 1986, p. 283).

O Brasão de Armas, assim como a bandeira e os selos municipais, é uma figura simbólica, uma insígnia que representa a identidade do município, a sua evolução política, administrativa e econômica, seus costumes, tradições, arte e religião.

Brasão de Uberaba


O Brasão de Uberaba foi criado e desenhado pelo professor, historiador e diretor do Museu de São Paulo, Afonso D’Escragnolle Taunay, a pedido de Olavo Rodrigues da Cunha, em 1928.


Devido ao excesso de reprodução e às modificações de seus elementos, o Brasão perdeu a originalidade. Considerando a necessidade de preservar a integridade do desenho, o Arquivo Público de Uberaba remontou – por meio de pesquisa – a história do emblema, objetivando recompor, na medida do possível, os traços marcantes de sua criação. Além disso, propôs, em 1992, uma modificação, respaldado pelo texto As Armas do Município, de Hildebrando Pontes.


O novo Brasão – que representa um conjunto de símbolos relacionados à história e à geografia de Uberaba – foi desenhado pelo designer gráfico Ronaldo Santos da Silva.


A lei de 1928 foi regulamentada pelo decreto nº 5081, de 31 de dezembro de 1992.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ASPECTOS HISTÓRICOS DAS ORIGENS DA FOTOGRAFIA NO BRASIL E EM UBERABA - MG

Em 1842, Uberaba já era a Vila de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba e o Jornal do Comércio (RJ) anunciava o daguerreótipo, uma invenção francesa de Louis Jacques Mandé Daguerre, considerado o pai da fotografia.

Joana Monteleone, em artigo do jornal Gazeta Mercantil, (16-08-1998, Campinas - SP), afirma que Hércules Florence, pintor francês radicado no Brasil – sem saber das experiências de Daguerre – teria sido o primeiro a usar, em território brasileiro, o termo “fotografia” para descrever o processo de fixar imagens com produtos químicos.

A invenção cresceu com a Revolução Industrial e, segundo o mesmo jornal, fascinou Dom Pedro II, possuidor de uma coleção que homenageava a Imperatriz Teresa Cristina.
Após 1842, a fotografia já era parte do cotidiano das famílias brasileiras e, em 1875, o fotógrafo uberabense José Severino Soares, o Velho Severino, foi premiado pelo Governo Imperial do Rio de Janeiro, na Exposição Nacional de fotografias.

A Revista de Uberaba, conhecida como Almanaque Uberabense, publicava, em 1895, anúncios dos fotógrafos: José Severino Soares e Joaquim Gasparino, com estúdios na Rua Municipal (atual Cel. Manoel Borges) e Theotônio Simões Souza, no Largo da Matriz.

Preservar imagens fotográficas significa criar elo com o passado, pois a imagem comprova a existência de pessoas, de lugares e de paisagens. Além disso, são um firme suporte para a busca da identidade cultural e podem validar um projeto, garantindo a veracidade da memória. Podem ainda – utilizadas como cartões de visitas de uma cidade – destacar o seu desenvolvimento e os aspectos turísticos.

O Arquivo Público de Uberaba contabiliza em seu acervo fotográfico:

FOTOS
Em branco e preto - 9.790 unidades
coloridas - 19.623 unidades
SLIDES - 571 unidades
CONTATOS - 5.319 unidades
ÁLBUNS - 03 unidades
NEGATIVOS - 28.450 unidades

Texto de João Eurípedes de Araújo




Vista parcial de Uberaba (no alto, a Igreja Matriz com duas torres), em 1880.
Do acervo do APU, essa é a foto mais antiga da cidade.


Rua do Comércio (Rua Artur Machado) - 1885 - Acervo do APU

ARQUIVO PÚBLICO RECOLHE DOCUMENTOS HISTÓRICOS

A Secretaria de Administração e o Arquivo Público de Uberaba em cumprimento ao estabelecido na Tabela de Temporalidade de Documentos deram início aos trabalhos de recolhimento àquele Órgão dos documentos considerados de guarda definitiva que deverão integrar o patrimônio documental da cidade. A população poderá conhecer importantes projetos como os de construção de galerias dos córregos da Manteiga, atual Avenida Santos Dumont, córrego das Lages, atual Avenida Leopoldino de Oliveira e dos edifícios públicos; projetos apresentados como proposta de construção de um viaduto interligando a Avenida Jesuíno Felicíssimo à Rua Espanha, no Bairro Boa Vista e de construção de uma Unidade de Ensino. Ainda, conforme entendimentos mantidos entre a Secretaria de Administração e o Arquivo Público, os próximos documentos a serem recolhidos serão aqueles relativos ao parcelamento do solo, como por exemplo os loteamentos Jardim do Lago, Província Del Rey e Jardim Triângulo e os projetos de edificações particulares como os do Edifício Everest, Grande Hotel, Elvira Shopping, Edifício dos Correios e da Igreja Nossa Senhora de Fátima.