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Mostrando postagens de Abril, 2017

Greve dos Cocheiros em Uberaba no ano de 1909

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                     Redação: Luiz Cellurale Pesquisa: Miguel Jacob Neto            Em 1909, uma greve (ou parede, como era conhecida) dos cocheiros paralisou o sistema de transporte público da cidade, feito por meio de charretes e carroças           Naquela época, não havia outra alternativa para a locomoção de passageiros e de mercadorias . Além da população local, os viajantes que chegavam à cidade também sofriam quando desembarcavam na Estação da Mojiana,  pois eram obrigados a fazer o trajeto até o centro da cidade à pé, passando pela rua Artur Machado (antiga Barão de Ataliba), carregando suas malas, caixotes e outros artigos para negócios no comércio local. Praça da Estação da Mogiana, no começo do século XX, próximo, atualmente, ao Jornal da Manhã            Ao analisarmos a foto, percebemos toda a extensão da rua Artur Machado. No fundo vê-se a torre da Igreja Matriz, na Praça Rui Barbosa, onde se concentravam a maioria dos hotéis e o efervescente

Os Tiradentes de Uberaba: familiares do mártir que viveram por aqui

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João Eurípedes de Araújo                                                                Luiz Henrique Cellurale Luzia de Fátima Rocha   Miguel Jacob Neto                                                                                                                                                                      O memorialista e Agente Executivo de Uberaba Antônio Borges Sampaio, que chegou na cidade  em 16 de setembro de 1847, publicou artigo no jornal Lavoura e Comércio do dia 21 de abril de 1904 onde refez a trajetória da família de Tiradentes em Uberaba, baseado em informações que lhes foram passadas por um de seus descendentes, Carolina Tiradentes .             De acordo com ele, o ramo da família Tiradentes em Uberaba começou com a chegada de parentes de Joaquim José da Silva Xavier, que se transferiram para Dores do Indaiá, Uberaba, Sacramento e Goiás, tendo deixado uma infinidade de filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Segundo o trabalho de S

"Comércio Infame". Crítica de Orlando Ferreira - "Doca", sobre o consumo de cocaína e morfina em Uberaba na década de 1920

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Resenha:  Thiago Riccioppo  Orlando Ferreira, o “Doca”, como ficou conhecido - foi um dos personagens mais emblemáticos de Uberaba. De tão polêmico, permanece vivo no imaginário político e social local. Eclético, era admirador de espiritismo kardecista, ao mesmo tempo em que comparava o marxismo a uma espécie de “comunismo cristão”, que denominava de “comunismo deísta”. Doca foi crítico agressivo da ordem vigente – contestava em suas obras que circularam entre 1912 à década de 1950, o fato do Triângulo Mineiro pertencer a Minas e não a São Paulo. Atacava as oligarquias, as práticas esportivas, especialmente o futebol, a Igreja Católica e a administração pública. Pessoa de raros amigos, não lhe faltou desafetos, pois pouquíssimos passavam incólumes aos seus ataques a sociedade de Uberaba. Nessas "idas e vindas", Doca fez uma interessante análise no livro “Terra Madrasta: um povo infeliz” sobre o consumo de drogas e a criminalidade em Uberaba nos anos de 1920. Lança

Páscoa em Uberaba

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Luiz Cellurale Miguel Jacob Neto             Em todo ano a data do Carnaval é alterada, assim como as datas da Semana Santa, de Corpus Christi e de outras festividades religiosas. A Páscoa é a festa central das igrejas, tanto judaicas, quanto cristãs.             Páscoa tem origem etimológica na palavra hebraica " pasach ", que significa passagem, em uma referência ao episódio bíblico e histórico da libertação dos hebreus, da escravidão no Egito, quando a opressão em que viviam deu lugar à liberdade. Os cristãos se apropriaram da festa judaica para a celebração da ressurreição de Cristo, e a representaram como passagem da morte para a vida eterna. É sempre comemorada pelos judeus na primeira lua cheia do mês de Nissan (nome dado ao primeiro mês do calendário judaico religioso – sétimo mês do calendário civil).             O calendário gregoriano (nosso calendário atual) é baseado no sistema solar. As Igrejas cristãs adotaram o domingo seguinte ao da Páscoa ju