terça-feira, 19 de abril de 2011

Escrava Maria Rita, uma história de resistência


A transcrição documental comentada do Auto de corpo de delicto da escrava Maria Rita, propriedade do Barão da Ponte Alta, realizada pela pesquisadora do Arquivo Público, Marise Soares Diniz, foi publicada na revista Cadernos de Pesquisa. A revista, registrada sob o ISSN 15187640 e criada em 2000, é uma publicação do Centro de Documentação e Pesquisa em História do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia/ CDHIS/ UFU.

O documento transcrito é o processo criminal que a escrava Maria Rita moveu contra o seu senhor, o Barão, em 1886, época ainda marcada pela dominação do homem pelo homem, escravidão, violência e resistência.

Parabéns pelo reconhecimento, Marise! Estamos certos de que sua ação contribuirá muito com os trabalhos de pesquisa na área.

Cad. Pesq. Cdhis. Uberlândia, v.23, n.1, jan./jun.2010

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Visitas Especiais

Mais uma vez, o Arquivo Público foi agraciado com honrosas visitas.

Padre Prata, amigo da casa, sempre vem. Em algumas vezes aparece apenas para rever a equipe, enriquecer nosso café com sua afetuosa presença e deixar sua valiosa bênção. Em outras, faz suas pesquisas e sabemos que tudo será aproveitado em novas e importantes publicações.

Laurentino, em sua visita à cidade, trouxe importantes informações relacionadas aos seus dois livros e, na visita ao APU, conheceu e elogiou o acervo, além de buscar nele, conhecimentos relacionados à sua nova obra sobre escravidão. 

O encontro dos dois, na sede do Arquivo, foi acontecimento pra lá de especial e a equipe agradece a ambos pela oportunidade de recebê-los.

Memória e cultura uberababense


Elevada à condição de Vila, em 22 de fevereiro de 1836, e posteriormente à de Cidade, em 1856, Uberaba tem, segundo o CENSO 2010, aproximadamente duzentos e noventa e seis mil habitantes (296. 000) que, entre outras ocupações, atuam como profissionais liberais, estudantes, operários, pecuaristas, agricultores, funcionários públicos e comerciantes. A diversidade de experiências e histórias desses habitantes constituem o tecido social que dá materialidade à cidade.
Visando registrar, preservar e disponibilizar a história e a memória de Uberaba, o Arquivo Público, desde 1985, realiza um trabalho de pesquisa, na modalidade entrevista com diversos cidadãos uberabenses, protagonistas e testemunhas de acontecimentos e histórias singulares da urbe. Esse material constitui um acervo com mais de mil entrevistas, a maioria já digitalizada, abordando assuntos desde cultura popular até a participação de pracinhas uberabenses na Segunda Guerra Mundial.
Muitas vezes reunidas em temas, essas entrevistas foram contextualizadas e publicadas, como Especial por exemplo nas séries: Documento e História 85º Aniversário do 4º BPM e Memória Viva Dona Aparecida do “Hospital do Pênfico” Uma Mulher Especial ou ainda no livreto Uberaba 100 anos de Energia Elétrica.


Leia alguns trechos de entrevistas:

...o arquivo do Cartório do 2º Ofício de Uberaba ele contém preciosidades históricas porque ele retrata a vida é, da cidade, do município e da comarca de Uberaba desde mil novece....1839 através de sucessivas transações e de sucessivos contratos que foram elaborados e que perme...permanecem arquivados aqui neste tabelionato...

Fúlvio Márcio Fontoura (18/10/99)

O meu avô materno falava: antigamente os homens apaixonava muito...e coisa. Intão ta. O meu avô era feminista por natureza. Eram  sete mulheres e quatro homens. Ele tinha recurso, pouca coisa mais. Tinha uma loja, em frente ao chapadão. A minha avó foi comadre do cumpadre Dr José Ferreira. Eu tenho tradição. Nasci ali. Nasci não! A minha mãe morou ali. Não sei se nasceu ali, como é que é?...

Lucília Rosa, 21 de setembro de 2005


Cíntia Gomide Tosta

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Arquivo Público recebe visita e doações do Dr. Paulo Fernando


A equipe do APU recebeu, no dia 04 de abril, o Dr. Paulo Fernando Silveira. O escritor e membro da Academia Letras do Triângulo Mineiro doou ao Arquivo os livros O Sertão da Farinha Podre e Capão da Onça (lançado em 2011)  e a Revista Artigo 5, cujo texto UMA LUTA MAIS FERRENHA DO QUE SE IMAGINAVA é de sua autoria:

“Revolução de 1930: A tomada do 12º RI em Belo Horizonte. A polícia mineira ocupou o quartel do exército. Foi hasteada na fachada a bandeira branca. Estava encerrada a luta na capital. A luta foi mais ferrenha do que se imaginava. Não ficou só numa simples troca de tiros, de longe, entre PMs e soldados do exército, todos entrincheirados...”

O artigo é parte integrante da 2ª edição ampliada do livro A Batalha de Delta – agraciado pela Academia Paulistana da História com o 29º Prêmio Clio de História, em 2006 – cujo lançamento está previsto para este ano.

O APU parabeniza o escritor e agradece as doações!