quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Roque Manuel da Silva, o "Roque do Biju"


Biju Caju... Quando criança era ouvir o tocar do instrumento triângulo carregava que a criançada saia de casa para comprar a casquinha.




Roque Manuel da Silva, o "Roque do Biju". O doce, em forma de cone, como uma casquinha de sorvete, era atração entre as crianças da geração da década de 1950 a 1980. 

Com o latão de biju nas costas, e um triângulo nas mãos, a figura de Roque era conhecida por onde ele passava, entre as ruas de terra, da época.


Roque do Biju nasceu em Restinga, São Paulo, em 8 de setembro de 1920. 

Em Uberaba, conheceu Jandira de Oliveira da Silva, com quem se casou. E logo depois se mudaram do bairro São Benedito para o Abadia. 


Roque do Biju faleceu em agosto de 2001, aos 80 anos. A casa onde ele morava abriga ainda Dona Janice, os filhos, netos e bisnetos. 


De acordo com Mario Renato da Silva, 35 anos, neto de Roque e de dona Janice, ninguém na família deu continuidade ao feitio do biju. Talvez por isso, a quarta geração de Roque, apesar de reconhecer a fama do bisavô, não sabe dizer que gosto tem o biju que ele carregava no latão. 


Crédito da narrativa: Gledson Oliveira. 

Foto: Acervo de  Paulo Siqueira.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

ANAIS DOS LIVROS DE ATAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE UBERABA - Século XIX - 1857 a 1900 - Volume I


As atas de uma Câmara Municipal constituem a série documental mais importante de um Arquivo Público, pelo fato de conterem a vida do município, desde os primórdios, sendo assim uma termômetro da história da comunidade. Esse vasto e importante acervo quando organizado em forma de anais serve como fonte preciosa e inesgotável de pesquisas, pois nele encontram-se aspectos da evolução política administrativa, econômica, cultural, social e dos registros do dia a dia dos atos legislativos.

Para acessar os ANAIS DOS LIVROS DE ATAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE UBERABA - Século XIX - 1857 a 1900 - Volume I - Clique aqui!


terça-feira, 28 de novembro de 2017

32 anos da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba: mesa redonda com alunos da UFTM e palestra no Centro Administrativo Municipal




Durante o mês de aniversário da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, ocorreu no dia 21 de novembro, uma mesa redonda com alunos do curso de História da Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFTM, com o título Documentos da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba na pesquisa histórica. Também foi realizada uma palestra no dia 22 de novembro no Centro Administrativo do  Município de Uberaba, cuja temática foi a Gestão de documentos digitais.


No evento promovido na UFTM, a Superintendente do Arquivo Público Marta Zednik de Casanova, apresentou aos estudantes um vídeo institucional sobre o trabalho, a importância e as atividades desenvolvidas pelo Arquivo de Uberaba.


Na sequência, o chefe de Departamento, Difusão, Apoio, Pesquisa e Atendimento da instituição João Eurípedes Araújo, apresentou o Guia do Arquivo, um instrumento que facilita  o acesso a pesquisa aos acervos, pois mapeia as principais fontes documentais disponíveis na Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.


Posteriormente, o historiador Luiz Henrique Cellulare expôs o resultado do trabalho realizado pelos pesquisadores da instituição, que transcreveram o conteúdo completo das Atas da Câmara do Município de Uberaba do século XIX. Com o lançamento programado para o dia 30 de novembro, às 19:30 horas no Plenário da Câmara Municipal, o livro de Atas foi criado em formato E-book, o que facilitará o acesso do pesquisador a totalidade de mais de 3 mil páginas de conteúdo. Cellulare abordou as inúmeras possibilidades de pesquisas historiográficas com este tipo de documento.


O professor e vice-Coordenador do curso de História Marcelo de Souza Silva, demonstrou aos graduandos como foram desenvolvidas suas pesquisas acadêmicas de mestrado e doutorado, quando da utilização de fontes históricas disponíveis no Arquivo Público de Uberaba. Em especial, os processos crimes do século XIX e início do século XX.


O historiador Thiago Riccioppo debateu como se deram as abordagens sobre as fontes históricas durante a trajetória da escrita de sua dissertação de mestrado, que versou sobre a atuação política do deputado federal uberabense Fidélis Reis entre os anos de 1920 a 1930. O pesquisador rastreou através de diversas categorias de fontes, as redes de sociabilidades que discutiam no campo da intelectualidade brasileira, os projetos políticos em disputa sobre a Identidade Nacional, calcados nos debates sobre as raças, a imigração e o trabalho.

O professor e coordenador do curso de História da UFTM, Flávio Henrique Dias Saldanha, ponderou como está sendo encaminhada a pesquisa que tem desenvolvido nos últimos anos sobre o uso de fontes históricas disponíveis na Superintendência do Arquivo Público. Ele fez o rastreamento de redes e tramas das elites políticas e suas posições socioeconômicas no século XIX. O pressuposto utilizado foi identificar documentos sobre a posse de escravos de membros que ocuparam cadeiras na Câmara Municipal de Uberaba.


No dia 22 de novembro, o chefe de departamento de Gestão do Arquivo Administrativo do município de Uberaba Edguimar Antônio de Oliveira, apresentou a palestrante do dia, a arquivista Mariana Costa Oliveira, responsável pela gestão de documentos da UFTM. Em sua palestra foram abordados os desafios na gestão arquivística de documentos digitais.  A arquivista apresentou conceitos, como: as características próprias comuns dos documentos, os diversos suportes, formatos, gêneros, espécies e funções dispostas desde a origem espontânea dos acervos guardados em geral nos arquivos.


O uso de documentos digitais é um fenômeno inerente aos nossos tempos. Nesse sentido, Mariana Costa Oliveira advertiu sobre a obrigação de adotar tecnologias para a preservação desta nova modalidade de documentos. Tais ações requerem encarar desafios, na finalidade de garantir a fidelidade aos fatos ocorridos na produção e a autenticidade dos documentos, especialmente, na adoção de requisitos de acesso e  segurança para a guarda de informações digitais, que são em tese frágeis. Headsfasdf

Texto: Thiago Riccioppo 

Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.


Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.


Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.

Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.

Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.


Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.


Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.


Mesa redonda para os alunos de História realizada na UFTM.


Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

Palestra realizada no Centro Administrativo Municipal.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Vídeo institucional da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba


Assista a apresentação institucional sobre as atribuições, importância e o trabalho desenvolvido pela Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.





terça-feira, 31 de outubro de 2017

Superintendência do Arquivo Público de Uberaba completa 32 anos em 04 de novembro

          
            Foi fundada em 04 de novembro de 1985. Considerado o maior Arquivo do interior de Minas Gerais, onde os documentos históricos e administrativos interagem na gestão documental.

         As funções do Arquivo Público são recolher, resguardar, preservar documentos históricos e dos órgãos da Prefeitura, além de receber documentos privados, de interesse público, tendo como objetivo difundi-los e disponibilizá-los aos cidadãos.

Há leis que regulamentam o tratamento que deva receber os documentos públicos. A Lei Municipal 10082/2006 definiu a política de Gestão Sistêmica de Documentos e Informações Municipais (GSDIM), que deve ser aplicada pelos órgãos municipais da administração direta e indireta.

A coordenação, implantação, gerenciamento e a normatização da GSDIM são de competência da Superintendência do Arquivo Público, vinculada à Secretaria de Governo, com a participação simultânea dos órgãos municipais.

São aproximadamente três mil e quinhentas pessoas que anualmente procuram o Arquivo Público em busca de conhecimento, pesquisa e documentos.

As Ações Educativas desenvolvidas na instituição, junto à rede pública e particular de ensino, têm como objetivo conscientizar os alunos sobre a importância da história de Uberaba e sobre a preservação documental.  Atende anualmente, cerca de dois mil alunos.

Desenvolve parcerias com as universidades com o objetivo de promover o conhecimento do acervo documental viabilizando a pesquisa acadêmica.

 Promove a digitalização de documentos históricos importantes e diversos jornais do passado para difundir com maior rapidez as informações na internet.

Com o surgimento dos documentos digitais a Superintendência do Arquivo Público e os órgãos públicos municipais são responsáveis pela proteção e gerenciamento dos documentos gerados pela nova tecnologia da informação.

O Laboratório de Restauro da instituição é moderno e inicia-se o processo de restauro de acervos deteriorados da instituição.

 Resguarda jornais centenários importantes, entre eles, o jornal Lavoura e Comércio de 1899 e o jornal Gazeta de Uberaba, de 1879.

O volume documental do Arquivo Histórico é composto por seis mil caixas. O documento mais antigo é uma Carta de Sesmaria de 1799 e o atual compreende os jornais de 2017.

Carta de Sesmaria – Ano 1799 (século XVIII

O acervo fotográfico totaliza sessenta e sete mil imagens guardadas em modernos armários deslizantes. A foto mais antiga é da Rua Vigário Silva, de 1876. 

Rua Vigário Silva – Ano 1876


Os documentos mais procurados do Arquivo Histórico são os inventários.
 
           Inventário mais antigo da instituição, de Francisco Rodrigues de Lima     e  Alexandrina Maria de Jesus, de 1815



Os documentos provenientes da Prefeitura estão organizados e guardados em seis mil e duzentas caixas. A série documental mais antiga data de 1940, e a atual, de 2017, é relativa a finanças.

Os documentos mais procurados do acervo do arquivo administrativo são as plantas de edificações, de particulares.

Planta arquitetônica da fachada da fachada da residência na Rua Manoel Borges, propriedade de Pedro Salomão, de 1941


 A Superintendência do Arquivo Público resguarda na totalidade um acervo documental de doze mil e duzentas caixas, organizado e catalogado.

Em 2017 a instituição arquivística inova e inicia as publicações E-books pelo fato de terem baixo custo e um alcance social maior de leitores e pesquisadores. 

Publica então o E-book, Anais dos Livros de Atas da Câmara Municipal de Uberaba 1857 a 1900 - Século XIX. É uma edição inédita da série documental mais importante do Arquivo que registra a história do município desde os primórdios.  
   
Outras duas publicações E-books também serão editadas em novembro de 2017. A Revista Memórias – Thomáz de Aquino Prata e Revista Memórias – Nacional Futebol Club, que contemplam a história de cidadãos e instituições, que contribuíram para delinear a história da cidade.

Outra publicação é o Guia do Arquivo 2017, um grande avanço, que disponibiliza para os pesquisadores em suporte digital, a totalidade do acervo documental da instituição com objetivo de facilitar o atendimento e pesquisa.



Texto: Marta Zednik de Casanova
Gestora da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba



       ENDEREÇOS ELETRÔNICOS:

Blog: http//www.uberaba.mg.gov.br/portal/conteudo,10403

Facebook: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Igreja Catedral do Sagrado Coração de Jesus - Uberaba

Largo da Matriz em 1890, quando a Igreja tinha duas torres. Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

É o mais antigo logradouro público de Uberaba, pois, foi na sua parte inferior que se começou a edificação do primeiro prédio que Uberaba teve. Dele partem as seguintes ruas, a saber, canto inferior direito, a Coronel Manuel Borges; centro, a Artur Machado. Esquerda, a Vigário Silva, lado sul, ao meio, a rua de Santo Antônio. Canto superior direito, a rua Olegário Maciel e superior esquerdo, a rua Tristão de Castro; lado norte, no meio, a rua São Sebastião. É inteiramente calçada a paralelepípedos e com luxuoso jardim à frente da Catedral do Bispado. Nos alinhamentos em diferentes lugares ficam o Paço Municipal, hoje Prefeitura, o Teatro São Luís e custosos prédios particulares. Primitivamente chamava-se ‘Largo’, mais tarde ‘Largo da Matriz Nova’, ‘Largo da Matriz’, praça ‘Afonso Pena’ (1894-1916) e finalmente praça Rui Barbosa." (PONTES, 1970, p.287).

Pintura de Anatólio Guimarães, reportando a época de 1906. Acervo: Câmara Municipal de Uberaba.
A primeira Capela construída na região de Uberaba data de 1807, nas Cabeceiras do Córrego do Lajeado, Arraial da Capelinha, nas terras de propriedade de José Francisco de Azevedo. Em 1812,  as imagens de Santo Antônio e São Sebastião, os padroeiros, foram entronizadas.

Com a mudança, em 1815, dos moradores do Arraial da Capelinha para o novo Arraial da Farinha Podre, Uberaba atual, o Sargento-Mor, Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira (Major Eustáquio) construiu uma nova Capela, na Praça Frei Eugênio, com a mesma invocação de Santo Antônio e São Sebastião, sendo benzida e liberada para as cerimônias religiosas, em 01 de Dezembro de 1818. Em 02 de Março de 1820, com a instalação da Freguesia, esta Capela foi elevada à Categoria de Paróquia, e constituída em primeira Matriz.

A capela foi demolida e uma outra construída no mesmo lugar, pelo Vigário Silva. Foi inaugurada em 20 de Janeiro de 1828, e serviu ao culto até 1856. A atual Igreja Matriz teve as obras iniciadas em 1827. Com a morte do Major Eustáquio, em 1832, as obras ficaram paralisadas por vários anos.

Vindo residir em Uberaba, em 1847, Antônio Borges Sampaio encontrou a Matriz nova inacabada, tendo apenas o telhado sobre os esteios e baldrames de aroeira, sem paredes nem assoalhos. Em 1848. o Cap. Joaquim Antônio Rosa retomou a sua construção cujas obras prosseguiram até 1856, sendo já celebrados na mesma, os ofícios religiosos. Esta Igreja passou por várias reformas e melhorias:

-              1857 – Frei Eugênio construiu a Sacristia e o Adro.
-              1859 – Joaquim Francisco Ananias construiu as duas torres, o coro, o arco-cruzeiro e o altar-mor.
-              1868 – As torres foram revestidas de tijolos, argamassa e óleo.

-              1874 – O relojoeiro Florêncio Forneri assentou o relógio em uma das torres.

-              1880 – Foram colocados dois sinos, fundidos em Uberaba, por José Carlos Onofre.

-              1889 – Vigário Carlos José dos Santos, ordenou uma pintura externa na Igreja.

-            1896 – As duas torres foram demolidas e edificada uma única torre, projetada pelo engenheiro Ataliba Vale, com características neogóticas.

-        1899 – Com a transferência da sede do Bispado de Goiás para Uberaba, a Igreja Matriz alcançou as prerrogativas de Catedral.

-              1907 – Com a inauguração da Igreja Sagrado Coração de Jesus (hoje Adoração Perpétua), para ser a Catedral, ela voltou a ser Matriz de Santo Antônio e São Sebastião.

-              1926 – Dom Almeida Lustosa, 2º Bispo de Uberaba, transladou a Igreja Catedral para a Matriz  de Santo Antônio e São Sebastião, com seu título de Sagrado Coração de Jesus, passando os Santos da primitiva Capela à Igreja da Adoração Perpétua.

-              1933 – A matriz passou por sua última reforma total, permanecendo como está  até  os dias atuais. Foram acrescentados um transepto, capelas laterais e modificações no frontespício. O arquiteto responsável pelas obras foi Emanuel Giani.


Atualmente é cercada por grades de ferro, tendo à frente a Imagem  de Cristo e nas laterais as imagens de Santo Antônio e São Sebastião.

(Superintendência do Arquivo Público de Uberaba)

Inauguração da escultura de Jesus Cristo em 1906. Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.


Praça Rui Barbosa com Catedral ao fundo na década de 1920.  Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Praça Rui Barbosa em obras com Catedral ao fundo em 1956.  Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.
Cerimônia religiosa reuniu centenas de pessoas de frente a Catedral de Uberaba em 1938.  Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.


Vista aérea da Praça Rui Barbosa e Catedral em 1958.  Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Praça Ru Barbosa com Catedral ao fundo em 1967.  Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.