segunda-feira, 18 de abril de 2011

Memória e cultura uberababense


Elevada à condição de Vila, em 22 de fevereiro de 1836, e posteriormente à de Cidade, em 1856, Uberaba tem, segundo o CENSO 2010, aproximadamente duzentos e noventa e seis mil habitantes (296. 000) que, entre outras ocupações, atuam como profissionais liberais, estudantes, operários, pecuaristas, agricultores, funcionários públicos e comerciantes. A diversidade de experiências e histórias desses habitantes constituem o tecido social que dá materialidade à cidade.
Visando registrar, preservar e disponibilizar a história e a memória de Uberaba, o Arquivo Público, desde 1985, realiza um trabalho de pesquisa, na modalidade entrevista com diversos cidadãos uberabenses, protagonistas e testemunhas de acontecimentos e histórias singulares da urbe. Esse material constitui um acervo com mais de mil entrevistas, a maioria já digitalizada, abordando assuntos desde cultura popular até a participação de pracinhas uberabenses na Segunda Guerra Mundial.
Muitas vezes reunidas em temas, essas entrevistas foram contextualizadas e publicadas, como Especial por exemplo nas séries: Documento e História 85º Aniversário do 4º BPM e Memória Viva Dona Aparecida do “Hospital do Pênfico” Uma Mulher Especial ou ainda no livreto Uberaba 100 anos de Energia Elétrica.


Leia alguns trechos de entrevistas:

...o arquivo do Cartório do 2º Ofício de Uberaba ele contém preciosidades históricas porque ele retrata a vida é, da cidade, do município e da comarca de Uberaba desde mil novece....1839 através de sucessivas transações e de sucessivos contratos que foram elaborados e que perme...permanecem arquivados aqui neste tabelionato...

Fúlvio Márcio Fontoura (18/10/99)

O meu avô materno falava: antigamente os homens apaixonava muito...e coisa. Intão ta. O meu avô era feminista por natureza. Eram  sete mulheres e quatro homens. Ele tinha recurso, pouca coisa mais. Tinha uma loja, em frente ao chapadão. A minha avó foi comadre do cumpadre Dr José Ferreira. Eu tenho tradição. Nasci ali. Nasci não! A minha mãe morou ali. Não sei se nasceu ali, como é que é?...

Lucília Rosa, 21 de setembro de 2005


Cíntia Gomide Tosta

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