terça-feira, 22 de agosto de 2017

Alunos da Escola Estadual Ricardo Misson visitam a Superintendência do Arquivo Público


No dia 22 de agosto, professores e trinta e cinco alunos de 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Ricardo Misson vieram conhecer a sede da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

O historiador e educador Luiz Henrique Cellulare realizou uma dinâmica lúdica com as crianças e apresentou um vídeo sobre a história de Uberaba.


Em seguida foi realizada uma visita guiada pelas dependências do Arquivo, onde os estudantes puderam conhecer diferentes gêneros de documentos (fotografias, mapas, gravações, vídeos, textuais...) e a importância dos mesmos para a memória, história e a identidade de uma comunidade. Também aprenderam como manusear, conservar e preservar os documentos históricos.





sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Historiador da Superintendência do Arquivo Público participa de curso de Gestão de Documentos Digitais em São Paulo


No dia 12 de agosto, o historiador da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba Thiago Riccioppo, participou em São Paulo do curso sobre "Gestão Eletrônica de Documentos Digitais - GED", promovido pelo grupo Apoio Ged. O curso foi ministrado pelo pesquisador e arquivista Pablo Soledade.

O curso de 8 horas teve como propósito apresentar novas tecnologias de mercados sobre softwares, equipamentos e a prática da digitalização de documentos e organização de arquivos digitais.

Também houve a discussão de temáticas voltadas a legislação arquívista como a  Resolução nº 43 do CONARQ - Conselho Nacional de Arquivos, de 04 de setembro de 2015, que estabelece as diretrizes para implementação de repositórios digitais confiáveis para transferência e recolhimento de documentos digitais para instituições arquivísticas dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR.


Segundo Thiago Riccioppo, os conhecimentos adquiridos no curso foram muito importantes e serão apresentados a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba e irão contribuir no desenvolvimento de processos de trabalho da equipe.

Participantes do curso de Gestão Eletrônica de Documentos e Organização de Arquivos Digitais realizado em São Paulo com professor Pablo Soledade, o primeiro a esquerda.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Superintendência do Arquivo Público convida escolas para participarem de ações educativas

A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba desenvolve várias ações de divulgação do acervo e da história do município e convida as instituições de ensino para participarem das Ações Educativas/Diálogos entre a história, a educação e a cultura.

Marta Zednik de Casanova, superintendente do Arquivo Público de Uberaba, comenta que dentre as atividades fundamentais desenvolvidas na autarquia destacam-se as Ações Educativas. Estas têm como objetivos valorizar a história do município e fortalecer o sentimento de identidade de crianças, adolescentes e jovens que participam das visitas monitoradas, desenvolvidas pela instituição. “As ações estimulam a curiosidade, o diálogo, a valorização e o reconhecimento da importância da preservação documental e das referências históricas. Desenvolvem, também, conteúdos de Educação Patrimonial”, diz.

A Visita Monitorada é composta de dois momentos: acesso à história da instituição, por meio da interação com o acervo documental histórico e dos órgãos da Prefeitura, além da exibição dialogada de um filme sobre a história de Uberaba.

As Ações Educativas oportunizam para a comunidade escolar, “Encontros de Formação para os Docentes” e visitas temáticas para os estudantes, abordando e discutindo conteúdos da história do Município.

As instituições de ensino, inclusive de cidades da região, que tiverem interesse em visitar a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba e conhecer o acervo documental e a história de Uberaba devem agendar, previamente, a visita monitorada, no período matutino (Luiz Henrique Cellurale) e vespertino (Luzia Rocha) nos seguintes telefones: (34) 3338-2864 e 3312-4315 ou pelo e-mail: arquivouberaba@yahoo.com.br

FACEBOOK: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

Secom Prefeitura de Uberaba

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

15 de agosto: Dia de Nossa Senhora da Abadia, a santa padroeira de Uberaba (Breve histórico)


NOSSA SENHORA D’ ABADIA

15 DE AGOSTO

Imagem de Nossa Senhora D'Abadia, santa padroeira de Uberaba.
Igreja Nossa Senhora da Abadia. Década de 1920. Fonte: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.


A festa religiosa de Nossa Senhora d’Abadia reflete a devoção popular a essa Santa, que é padroeira de Uberaba e protetora do povo. A religiosidade do uberabense também se encontra expressa nessa manifestação fervorosa.

A devoção a Nossa Senhora d’Abadia teve origem nas imediações da cidade de Braga, Portugal, e remonta ao Século XII. No Brasil o culto aos santos é uma tradição trazida de Portugal.Com a expansão colonial portuguesa no século XVI foi difundido nas regiões colonizadas.

No Brasil, o culto à Santa iniciou na Bahia e chegou a Uberaba tendo passado por Muquém (Goiás) e Água Suja (Triângulo Mineiro).  



A devoção popular a Nossa Senhora daAbadia iniciou em Uberaba com a construção de uma capela, no Alto da Misericórdia (atual Alto da Abadia), em 1881. Por intermédio do Capitão Eduardo José de Alvarenga Formiga e com o aval da Câmara Municipal, em 11 de agosto de 1881, foi concedida a licença para erigir a capela no Alto da Misericórdia.


    
Igreja Nossa Senhora da Abadia. Década de 1920. Fonte: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba


Igreja Nossa Senhora da Abadia na década de 1950. Fonte: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.


A primeira missa foi celebrada em 15 de agosto do mesmo ano pelo Cônego Santos, diante de um cruzeiro, levantado no local onde, futuramente, seria construída a capela. Um ano após, em 15 de agosto de 1882, a imagem da Santa foi benta e realizou-se a primeira festa em homenagem a Nossa Senhora da Abadia.

A capela foi entregue, em 1899, aos padres Agostinianos Recoletos que permaneceram no Santuário até 1915. No dia 16 de julho de 1921, por meio de um decreto de Dom Eduardo Duarte e Silva, foi criada a paróquia de Nossa Senhora da Abadia, desmembrada da primeira paróquia de Santo Antônio e São Sebastião. Desejoso de entregar o Alto da Abadia a um Instituto Religioso, o Sr Bispo Dom Frei Luiz Maria Santana convidou os Padres Estigmatinos a aceitarem a missão. Hoje o Majestoso Santuário é administrado pelos Missionários Estigmatinos.

Nossa Senhora d’Abadia é venerada por milhares de fiéis, durante todo ano, especialmente na primeira quinzena de agosto.
No ano de 2007, ano do centenário da Arquidiocese de Uberaba, Dom Aloísio Roque Oppermann, Arcebispo Metropolitano, houve por bem decretar Nossa Senhora d’Abadia como padroeira principal da cidade de Uberaba.

Também o Município de Uberaba, por suas autoridades competentes, através da Lei nº 10.196 de 14/08/2007, instituiu Nossa Senhora d’Abadia como a Padroeira da cidade de Uberaba. 

Igreja da Abadia durante noite da super lua. Imagem: Hermínio Pires, 2014.



Texto: Marta Zednik de Casanova - Superintendente do Arquivo Público de Uberaba

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

As valiosas mangueiras de Alexandre Barbosa


                                      Clique na imagem!


No peculiar texto publicado em 1916 no álbum: Uberaba: a Princesa do Sertão, organizado por Roberto Capri, é apresentada a interessante produção de mangas do engenheiro agrônomo uberabense Alexandre Barbosa.  

No bairro Mercês, às margens da antiga rua Cassu, no entorno onde hoje é a rua que leva seu nome, Alexandre Barbosa cultivava mais de 3000 árvores de inúmeras variedades de manga, nas terras que eram chamadas de Chácara das Mangas. As mangas de Alexandre Barbosa, como diz o texto, eram vendidas em mercados do Rio de Janeiro e São Paulo. Além das frutas, eram distribuídas mudas da espécie. É importante dizer que, desde o final do século XIX,  os triangulinos rumavam a Índia à busca de importar o gado Zebu, a exemplo de  Teóphilo de Godoy, Armel Miranda, Ângelo Costa, João Martins Borges, Alberto Parton, Quirino Pucci, Josias Ferreira de Morais, entre outros que nos anos posteriores a 1916, seguiriam o destino da distante colônia inglesa da Ásia.

Em meio a demais novidades, os importadores de Zebu traziam em sua bagagem, mudas de mangas para Alexandre Barbosa que ainda não eram produzidas no Brasil, o que faria de seu pomar um dos viveiros mais diversificados do país da saborosa fruta. Até hoje ao passar pela rua Alexandre Barbosa, é possível observar em suas laterais algumas mangueiras remanescentes daquela época. Nesse espaço, ele também desenvolveu novas variedades da manga.



 Mas quem foi Alexandre Barbosa?
             
 Alexandre Barbosa era engenheiro agrônomo, tendo se graduado no Instituto Zootécnico de Uberaba em 1898. Essa foi primeira escola de ensino superior fundada no Triângulo Mineiro.


Alexandre Barbosa. Fonte: Lavoura e Comércio. s/d


Nesta única turma do Instituto Zootécnico de Uberaba, estudaram com Alexandre Barbosa, outras proeminentes figuras do cenário político, intelectual e social de Uberaba, como: Hidelbrando Pontes, Fidélis Reis, José Maria dos Reis e Militino Pinto de Carvalho.

A referência na formação desta brilhante turma foi o diretor e professor do Instituto Zootécnico, Frederich Draenert. Alemão de Weimar, Draenert mudou-se para o Brasil em 1855 quando foi contratado pelo Barão de Paraguassu (Cônsul Geral do Brasil em Hamburgo) para educar os filhos de um dono de engenho na Bahia. Foi professor da Escola técnica da Bahia que ajudou a criar em 1877. Em 1889 foi nomeado consultor técnico do Ministério da Agricultura e, em 1896, chamado para dirigir o Instituto Zootécnico de Uberaba. Escreveu inúmeros artigos científicos, motivo pelo qual teve reconhecimento internacional

  Nas primeiras décadas do século XX Alexandre Barbosa familiarizava-se com o Anarquismo. Nos anos de 1920 integrou-se ao comunismo. Correspondeu com jornais internacionais como L´Humanité na França e produziu inúmeros artigos na imprensa uberabense. Barbosa também foi autor do mais completo dicionário da língua Caiapó que se tem notícia, segundo pesquisas do antropólogo Odair Giraldin. Este pesquisador, professor da Universidade Federal de Goiás, encontrou o dito documento por acaso no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), datado de 1918. O documento produzido por Alexandre Barbosa possibilitou um inédito estudo sobre o assunto. Cf. GIRALDIN, Odair. Cayapó e Panara: luta e sobrevivência de um povo. 1994. 208 p. Dissertação (Mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1994.



Por Thiago Riccioppo:
 Mestre em História pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU, historiador da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba e Gerente Executivo da Fundação Museu do Zebu Edilson Lamartine Mendes.


Fontes:


CAPRI, Roberto. Uberaba: a princesa do Sertão.  São Paulo: Capri, Andrade & C. Editores, 1916.


GIRALDIN, Odair. Cayapó e Panara: luta e sobrevivência de um povo. 1994. 208 p. Dissertação (Mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1994.

MACHADO. Sonaly. História do Instituto Zootécnico de Uberaba: uma instituição de educação rural superior (1892-1912). 2009. 232 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2009.

RICCIOPPO FILHO, Plauto. Ensino Superior e Formação de Professores em Uberaba/MG (1881-1938): uma trajetória de avanços e retrocessos. 2007. 508 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Mestrado em Educação, Universidade de Uberaba, Uberaba, 2007.