Na foto funcionários do APU repensando relações trabalhista com Nilo Ayer
Os debates e as reflexões acerca das questões referentes à memória e às responsabilidades do município e da comunidade civil mobilizaram os meios acadêmicos, estudantis e políticos de Uberaba, a partir da década de 1950, culminando em uma campanha pela criação de um Arquivo Público Municipal, voltado para a guarda e preservação dos registrados realizados pelos homens no passado.
Em 1951, o Doutor José Soares Bilharinho, então vereador do PSD, solicitou ao Prefeito Municipal de Uberaba, José Pedro Fernandes, “...para adquirir ou reservar no centro da cidade uma área destinada para a construção de uma biblioteca, que além de servir de meios de educação do povo, mantenha ali o serviço de Arquivo Público Municipal, o qual ficaria encarregado de registrar todos os fatos ocorridos no município, registrando as datas e as personalidades...”.
Depois de três décadas, foi criada a Fundação Cultural de Uberaba, em 1982, na gestão do Prefeito Silvério Cartafina Filho, trazendo à tona as discussões acerca da criação de um Arquivo Municipal.
Na época, o Secretário de Educação e Cultura, Antônio Mendonça Bilharinho, era também o Presidente da Fundação Cultural. Ao ser empossado, solicitou à Câmara Municipal que a documentação do século XIX passasse a pertencer à Fundação para, posteriormente, compor o acervo inicial do Arquivo Público do Município.
Durante o ano de 1983, a Professora Sônia Maria Fontoura desenvolveu – com as alunas do Curso de Magistério, da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – um árduo levantamento de fontes primárias nos Cartórios de 1º e 2º ofícios, da Comarca de Uberaba, fortalecendo ainda mais a ideia de criar um Arquivo Municipal. Entre essas alunas Raquel Blancato e Amábile Beatriz Mendonça que permanecem até hoje trabalhando na instituição.
No dia 04 de maio de 1983, com a presença do Secretário de Estado da Cultura, José Aparecido de Oliveira, o Diretor da Fundação Cultural de Uberaba, Jorge Alberto Nabut, lançou o projeto para a criação do Arquivo Público Municipal, chamando a atenção para a valorização e a importância de se preservar documentos que compõe a história do município.
Em 1984, o Professor José Thomaz da Silva Sobrinho, então Secretário de Educação e Cultura, com a ideia de ampliar e criar uma nova política cultural, deu início às atividades de implantação do Arquivo Público de Uberaba (APU). O apoio, orientações e cursos de formação ficaram a cargo do corpo técnico do Arquivo do Município de Rio Claro.
Nesse mesmo ano, o Secretário de Administração, Rômulo de Sousa Figueiredo, autorizou a transferência, para a Fundação Cultural, da primeira remessa de documentos do Poder Público Municipal, com data limite de 1840 a 1973.
Como autarquia vinculada à Secretaria Municipal de Educação e Cultura, o APU ganhou vida própria aos
04 dias do mês de novembro de 1985, pela Lei Municipal nº 3.656, sancionada pelo Prefeito Municipal Wagner do Nascimento.
Atualmente, o APU é um departamento da Fundação Cultural de Uberaba.